Previdência Social dispara benefícios por transtornos em mulheres! 546 mil casos em 2025. Especialistas alertam: desigualdade no trabalho é a causa
Em 2025, a Previdência Social registrou um aumento significativo no número de benefícios concedidos por incapacidade temporária relacionados a transtornos mentais e comportamentais, totalizando 546.254. Um dado notável, considerando que quase dois terços desses benefícios foram destinados a mulheres.
Especialistas apontam que essa tendência não é fruto de coincidência, mas sim um reflexo das condições de trabalho em muitas empresas.
Uma pesquisa do Instituto Talenses Group, em parceria com o Núcleo de Estudos de Gênero do Insper, denominada “Panorama Mulheres 2025”, revelou que os desafios enfrentados pelas mulheres no ambiente profissional estão intrinsecamente ligados a desigualdades estruturais.
Essas desigualdades incluem a assimetria de poder, a distribuição desigual de oportunidades e a falta de acesso a cargos de liderança. A situação é agravada pela dupla jornada que muitas mulheres enfrentam e pela presença de vieses nas avaliações de desempenho.
Joyce Romanelli, sócia-diretora da Fluxus, empresa de educação corporativa, enfatiza que o adoecimento não é resultado de fragilidade individual, mas sim da forma como o trabalho é organizado. Segundo ela, ambientes de trabalho marcados por medo, excesso de cobrança e falta de diálogo tendem a afetar desproporcionalmente as mulheres, que já lidam com outras pressões e desafios.
Um dos primeiros sinais de alerta é a rotina de jornadas extensas e metas inatingíveis. Equipes constantemente sob pressão, lideranças sobrecarregadas e a sensação de que o esforço nunca é suficiente podem levar ao esgotamento profissional. “Manter pessoas em estado de tensão contínua pode sustentar resultados no curto prazo, mas aumenta significativamente o risco de afastamentos”, explica Romanelli.
O medo de cometer erros e a punição por falhas contribuem para o estresse crônico e o silenciamento. Muitas pessoas evitam expor problemas ou discordar de decisões por receio de represálias. Essa falta de clareza sobre o que é valorizado e o que define um bom desempenho gera desorganização e desmotivação.
A microgestão, caracterizada por controle excessivo e desconfiança, é outro fator de risco. Culturas baseadas em controle reduzem o engajamento e geram equipes dependentes e apáticas. A falta de autonomia e a sensação de descontrole podem levar ao adoecimento e ao silêncio organizacional.
Quando conflitos não são nomeados, o feedback é ausente e problemas são ignorados até que se tornem críticos, as pessoas se sentem inseguras para expressar suas opiniões ou pedir ajuda. Esse silêncio organizacional é um sinal claro de risco psicossocial, pois o sofrimento permanece invisível. É fundamental promover ambientes de trabalho mais saudáveis, com comunicação aberta, respeito e valorização das diferenças.
Em março de 2026, a Fluxus abriu nova turma do curso Liderança Feminina, uma iniciativa gratuita que já impactou mais de 20 mil mulheres no Brasil. O programa oferece suporte em autoconhecimento, análise de contextos organizacionais e desenvolvimento de habilidades de comunicação e relacionamento, com foco em trajetórias de liderança mais conscientes e sustentáveis.
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