Economia

Na COP28, Lula afirma: nós não queremos que o Brasil seja membro efetivo da Opep


Na COP28, Lula afirma: nós não queremos que o Brasil seja membro efetivo da Opep
(Foto Reprodução da Internet)

Durante uma entrevista na COP28, em Dubai, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o Brasil deveria se juntar à Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) como observador, sem ser um membro ativo.

Lula foi questionado se aceitaria ingressar na Opep+ enquanto defende a diminuição do uso de combustíveis fósseis globalmente.

“Não há nenhuma contradição. O Brasil não será um membro integral da Opep porque nós não queremos. O que queremos é ter influência”, argumentou o membro do Partido dos Trabalhadores.

Lula afirmou que é importante observar e opinar sobre o uso do petróleo, assim como fazem o G7, G20, Brics e outros grupos. Ele também defendeu a necessidade de oferecer alternativas nessa área.

Antes de você eliminar o petróleo por razões de rivalidade, é importante oferecer alternativas à humanidade. A nossa participação na Opep+ tem como objetivo discutir com a Opep a importância dos países produtores de petróleo.

O presidente quer propor que países ricos comecem a investir na produção de combustíveis menos poluentes em países pobres da América Latina, na África e na Ásia: “A gente vai convencer as pessoas que uma parte do recurso deve ser investido para a gente ir anulando o petróleo”.

Lula disse que os países mais poluentes, como os EUA, precisam se responsabilizar pela diminuição das emissões de gases do efeito estufa e não só pensar em dinheiro.

O governo do Brasil vai pedir investimentos à Opep+ e vai reafirmar a importância da transição energética.

O Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse que o Brasil quer levar suas ideias sobre bioeconomia, transporte, mobilidade e produção de alimentos sustentáveis para um fórum qualificado. Ele destacou a importância de participar desse fórum para discutir e defender as ideias do Brasil.

O ministro disse que o convite que o país recebeu para entrar no grupo afirma que esse é o lugar adequado para discutir a estratégia de curto, médio e longo prazo para a transição dos combustíveis fósseis.

Agora Lula está indo da Dubai para a Alemanha, onde terá reuniões com o chanceler Olaf Scholz nos dias 3 e 4 de dezembro.

Opep+

No sábado (2), Lula confirmou o ingresso no Brasil na Opep+, um subgrupo que agrega os 13 membros da Opep com outros dez países, que não têm poder de voto.

Este grupo inclui o Azerbaijão, Bahrein, Brunei, Cazaquistão, Malásia, México, Omã, Sudão, Sudão do Sul e Rússia, que tem o mercado de petróleo mais influente.


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