Natura Impulsiona Ibovespa com Resultados Positivos em 2025
As ações da Natura (NATU3) se destacaram nesta terça-feira, 17 de julho de 2026, liderando os ganhos no Ibovespa. O movimento se deu após a divulgação dos resultados do quarto trimestre e do ano de 2025, com os papéis da empresa subindo significativamente.
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Por volta das 11h50, as ações apresentavam um avanço de 8,11%, impulsionando o principal índice da B3, que também subia 1,18%, atingindo os 182.002 pontos.
Melhora no Lucro e Desafios na Receita
A empresa apresentou uma melhora expressiva em relação aos prejuízos de 2024, com lucro de R$ 186 milhões nas operações contínuas, revertendo o resultado negativo do ano anterior, que havia atingido R$ 438 milhões. Esse resultado positivo foi influenciado por ganhos não recorrentes decorrentes da venda de ativos, além de um desempenho operacional que demonstrou melhorias na rentabilidade.
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No entanto, a receita líquida continuou sob pressão, com uma queda de 12,1% em reais, atingindo R$ 6,2 bilhões. Essa desaceleração foi atribuída principalmente à situação econômica no Brasil e aos desafios na integração das operações na América Latina.
EBITDA Recorrente e Análise de Bancos
O EBITDA recorrente alcançou R$ 978 milhões, com uma margem de 15,8%, um avanço significativo em comparação com o ano anterior. Analistas do Banco Safra observaram um resultado misto, destacando que a receita ficou abaixo das expectativas, mas o EBITDA superou as estimativas, devido a ajustes positivos.
Os analistas acreditam que as vendas continuam em declínio, mas a Natura pode recuperar a rentabilidade, embora a visibilidade dessa melhora seja limitada pelo cenário macroeconômico e pela fragilidade em algumas áreas de atuação. A recomendação do banco permanece neutra, com um preço-alvo de R$ 9,00.
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Visão do BTG Pactual
O BTG Pactual também avaliou o resultado da Natura, apontando que a receita continua pressionada, mas o EBITDA e o lucro superaram as expectativas, principalmente devido à otimização de despesas. A instituição ressaltou que a recuperação é gradual e depende de uma melhora consistente nas vendas e da continuidade da redução da dívida.
Apesar dos avanços na simplificação da estrutura corporativa e dos resultados operacionais recentes, os analistas do BTG continuam monitorando a recuperação das margens, a redução da alavancagem e a retomada das vendas no Brasil e na América Latina hispânica, mantendo a classificação neutra.
