A brasileira Nicole Silveira tem a chance de brilhar nas Olimpíadas de Inverno de 2026, competindo na fase eliminatória do skeleton feminino. A atleta, que representa o país pela segunda vez em competições olímpicas, almeja trazer para o Brasil sua primeira medalha na modalidade.
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A disputa, marcada para as 12h, promete atrair a atenção do público brasileiro, que se questiona sobre as particularidades desse esporte radical.
Como Funciona o Skeleton?
O skeleton é um esporte individual que exige velocidade e precisão. O atleta desce uma pista de gelo de bruços, com a cabeça voltada para frente, utilizando um trenó. A pilotagem é feita através de movimentos controlados do corpo, buscando o melhor traçado possível.
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A competição é um contrarrelógio, onde o tempo total de quatro descidas determina o vencedor.
Regras e Equipamentos
As competições de skeleton seguem regras rigorosas. O trenó feminino deve ter um peso máximo de 38 kg, e o atleta com o equipamento não pode ultrapassar 102 kg. Os sapatos possuem centenas de agulhas para garantir a tração na largada, enquanto o capacete, feito de fibra de carbono, oferece proteção total à cabeça, com foco especial no queixo.
Cronograma e Local da Competição
As provas de skeleton em Milano-Cortina 2026 acontecerão no Cortina Sliding Center, em Cortina d’Ampezzo, na região do Vêneto. A disputa terá 50 vagas disponíveis, sendo 25 para cada gênero, e nove medalhas em jogo. As descidas femininas estão programadas para 13 de fevereiro, às 12h e 13h48 (horário de Brasília), e 14 de fevereiro, às 14h e 15h44.
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Cada atleta realizará quatro descidas em dois dias, com o resultado final definido pela soma dos tempos, cronometrados até os centésimos de segundo.
A História do Skeleton
A modalidade tem suas origens no século 19, com a popularização dos trenós em regiões montanhosas. A primeira corrida foi realizada em 1884, na Suíça. O nome do esporte surgiu em 1892, com a introdução de um trenó semelhante a um esqueleto humano por um inglês chamado Mister Child.
O skeleton integrou os Jogos Olímpicos de Inverno em 1928 e 1948, em St. Moritz, e passou a fazer parte do programa olímpico de forma contínua a partir de Salt Lake City 2002, com provas individuais masculina e feminina. Em 2026, a modalidade ganha a disputa por equipes mistas.
O Esporte no Brasil
A trajetória do skeleton no Brasil começou após a fundação da Associação Brasileira de Bobsled, Skeleton e Luge em 1996. O país começou a se destacar internacionalmente nos anos seguintes, retomando investimentos a partir de 2013. A evolução culminou com o 13º lugar de Nicole Silveira em Pequim 2022 e com resultados históricos em Mundiais e no circuito da Copa do Mundo.
A presença de Nicole Silveira entre as melhores do mundo coloca o Brasil, pela primeira vez, na disputa real por uma medalha olímpica no gelo.
