Reflexões sobre Relações e Cura
Começamos a questionar a ideia de que o sucesso ou a excelência precisam ser únicos, limitados a um só. A verdade é que sempre há espaço para todos, para múltiplas formas de expressão e realização. Essa perspectiva nos convida a repensar nossos valores e a construir um mundo mais inclusivo.
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A questão da Aids, com seus anos de medo e estigma, nos lembra da importância das relações humanas. A psiquiatra Nise da Silveira, ao valorizar a conexão afetiva e a sensibilidade em seus pacientes, nos mostra que a cura vai além da técnica médica.
Ela acreditava que o apoio humano, o vínculo de afeto, era um catalisador essencial para a recuperação, influenciando até mesmo casos considerados crônicos.
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Essa abordagem se estendia para além do indivíduo, abrangendo o ambiente e os animais, como cães e gatos, que participavam das atividades dos ateliês. A imagem produzida, carregada de significado afetivo, desempenhava um papel fundamental no processo terapêutico.
A cura, portanto, era vista como um esforço coletivo, que envolvia a transformação do ambiente e a construção de novas relações.
A masculinidade, como JJ Bola nos lembra, é fluida e está em constante transformação. O patriarcado, sistema de opressão criado pelas pessoas, pode ser transformado por elas mesmas. É preciso remover as máscaras que os homens usam, para que possamos ver nossos verdadeiros rostos, e construir um mundo onde a alegria e a esperança substituam a raiva e a tristeza.
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Que a superação da Aids nos impulsione a sermos mais abertos, menos temerosos, mais curiosos e corajosos para sairmos de nossas cavernas e nos conectarmos com o sol, com a luz – e também com nossas próprias sombras. É ao aceitarmos nossas imperfeições que podemos construir realidades mais íntegras, coerentes e verdadeiras.
