Nova espécie de réptil de 230 milhões de anos é achada no Rio Grande do Sul!

Nova espécie de réptil de 230 milhões de anos é descoberta no Rio Grande do Sul! Saiba mais sobre o Isodapedon varzealis e o que ele revela sobre o Triássico.

16/04/2026 13:31

3 min

Nova espécie de réptil de 230 milhões de anos é achada no Rio Grande do Sul!
(Imagem de reprodução da internet).

Nova Espécie de Réptil de 230 Milhões de Anos é Descoberta no Rio Grande do Sul

Pesquisadores da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) anunciaram a identificação de uma nova espécie de réptil datada de aproximadamente 230 milhões de anos no Rio Grande do Sul. O animal recebeu o nome de Isodapedon varzealis e foi formalmente descrito na revista Royal Society Open Science.

A descoberta se baseou em um achado feito em 2020, no município de Agudo. Esta nova espécie pertence ao grupo dos Rincossauros, répteis herbívoros que viveram durante o período Triássico.

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Detalhes da Pesquisa e Características do Isodapedon varzealis

A investigação foi conduzida pelo paleontólogo Rodrigo Temp Muller e pela mestranda Jeung Hee Schiefelbein. O Isodapedon varzealis era um animal quadrúpede, com um comprimento estimado entre 1,2 e 1,5 metro.

Uma característica notável do réptil é seu crânio, que exibia um bico pontiagudo, lembrando o de um papagaio. Essa estrutura sugere uma dieta voltada para o corte de vegetação e a escavação de raízes.

A Importância dos Fósseis

A análise do fóssil exigiu mais de seis meses de trabalho minucioso. Os dentes preservados foram cruciais para que os cientistas conseguissem realizar a correta identificação da espécie.

O Rio Grande do Sul e a Paleontologia Mundial

Os paleontólogos consideram o sul do Brasil um local de grande importância para o estudo da paleontologia mundial. Estima-se que o animal tenha vivido durante o Triássico brasileiro, período considerado um dos mais relevantes para a ciência.

Essa época histórica concentra no Rio Grande do Sul, particularmente nas Formações de Sanga do Cabral e de Santa Maria, achados importantes como Saturnalia, Gnathovorax e Staurikosaurus. Além disso, foram encontrados vestígios de Cinodontes, Rincossauros e o surgimento dos Pterossauros.

A Diversidade dos Rincossauros

Com este achado, o número de espécies de Rincossauros registradas no Triássico brasileiro chega a seis. O fóssil foi encontrado em camadas rochosas que já guardavam vestígios de outras três espécies do mesmo grupo.

Isso leva os cientistas a especular que os Rincossauros atingiram um pico de diversidade no mesmo período em que os primeiros dinossauros estavam surgindo.

Conexões Geológicas e Marcadores de Tempo

Análises de parentesco realizadas na UFSM revelaram semelhanças entre a espécie brasileira e um Rincossauro da mesma idade encontrado na Escócia. Os pesquisadores atribuem essa relação à existência de uma conexão geográfica no passado.

Nesse período, os animais poderiam se deslocar sem encontrar barreiras oceânicas. Por essa razão, os fósseis de Rincossauros são valiosos para os cientistas, servindo como marcadores de tempo geológico para ajudar na datação de formações rochosas.

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