Novo Fundo Busca Transformar a Agricultura Brasileira
Um novo fundo de investimento está surgindo no Brasil com o objetivo de mudar a forma como a agricultura é praticada no país. A iniciativa visa tornar a recuperação de pastagens degradadas mais atraente do que o desmatamento, buscando uma equação econômica mais sustentável.
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O CCAT (Catalytic Capital for the Agricultural Transition, ou Capital Catalítico para a Transição Agrícola) foi lançado durante a COP30 e já captou US$ 50,5 milhões, com a ambição de mobilizar US$ 1 bilhão em investimentos nos próximos anos.
Foco na Recuperação de Pastagens
Gerido pela Vox Capital, uma gestora de investimentos de impacto, o fundo recebeu aportes de instituições como a Fundação Gordon e Betty Moore, a Iniciativa Internacional de Clima e Florestas da Noruega (NICFI), a Margaret A. Cargill Philanthropies, o Instituto Arapyaú e Porticus.
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A estratégia central é a recuperação de áreas degradadas, reconhecendo o potencial de aumentar a produtividade da pecuária na Amazônia e no Cerrado, com um aumento de 3 a 5 vezes na produção de carne bovina e soja, e um rendimento de até quatro vezes por hectare por ano.
Condições Facilitadas de Financiamento
Um dos diferenciais do CCAT são as condições de financiamento oferecidas. O fundo oferece prazos de até 12 anos, com períodos de pagamento que podem chegar a oito anos, e capital privado a preços abaixo do mercado. O objetivo não é apenas obter retorno financeiro, mas sim direcionar o investimento para a agenda de sustentabilidade, com foco no desmatamento zero.
O fundo investe em estruturas financeiras do mercado, atraindo capital comercial para as mesmas estruturas.
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Metas e Impacto Esperado
A meta inicial é captar US$ 200 milhões em capital catalítico e mobilizar outros US$ 800 milhões em investimentos comerciais até 2028, com o objetivo de ampliar o capital catalítico no setor agrícola brasileiro para US$ 2 bilhões até 2030. Com esse investimento, o fundo pretende trabalhar com mais de 500 mil hectares sob recuperação ou proteção, evitando a emissão de 240 milhões de toneladas de CO₂ e beneficiando diretamente mais de mil agricultores até 2030.
A iniciativa conta com um pipeline de mais de 50 projetos, apoiado pela plataforma IFACC, lançada durante a COP26.
