Novo Nordisk perde domínio! Exclusividade da semaglutida (Ozempic, Wegovy) acaba no Brasil. Concorrência acirrada e novos nomes no mercado em 2026? Descubra!
A exclusividade da semaglutida, ingrediente ativo de medicamentos como Ozempic, Wegovy e Rybelsus, cedeu espaço no Brasil nesta sexta-feira (20). A decisão, que encerrou cerca de 20 anos de domínio da farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk, marca um ponto de inflexão para o tratamento da obesidade e diabetes no país.
Apesar de ser um marco para o mercado, o impacto real deve se desenrolar gradualmente, conforme apontado pelo BTG Pactual.
O BTG Pactual, grupo controlador da EXAME, publicou um relatório detalhado sobre o tema, em formato de perguntas e respostas. A análise destaca que, até o momento, nenhuma alternativa nacional à semaglutida foi aprovada pela Anvisa. O principal desafio reside na complexidade da semaglutida, um peptídeo que se encontra na fronteira entre medicamentos sintéticos e biológicos.
A aprovação de novos medicamentos exige um volume considerável de dados de segurança e eficácia, além de garantir a consistência na fabricação e precisão analítica em nível molecular. A Anvisa, por sua vez, enfrenta dificuldades devido à falta de padrões regulatórios específicos para esse tipo de molécula “híbrida”, o que exige avaliações individualizadas para cada caso.
Atualmente, a Anvisa analisa 15 pedidos nacionais, com o número podendo chegar a 17. Os mais avançados, da Ávita Care, já se encontram na fase de “cumprimento de exigências”, onde a agência solicitou esclarecimentos adicionais. Outros sete pedidos estão em revisão ativa e podem receber um primeiro retorno no primeiro semestre de 2026.
O cronograma mais otimista prevê que os primeiros produtos concorrentes estejam disponíveis nas farmácias em julho ou agosto de 2026. A EMS e a Ávita Care receberam pedidos de informações adicionais da Anvisa, com prazo de 120 dias para responder.
Isso indica um período inicial de exclusividade, seguido de uma abertura gradual do mercado.
A EMS se destaca como a empresa mais bem posicionada para competir. A empresa investiu cerca de R$ 1,2 bilhão para desenvolver capacidade de produção doméstica de semaglutida, incluindo a expansão de sua planta em Hortolândia (SP), com capacidade projetada de até 20 milhões de canetas por ano.
Inicialmente, os preços das canetas de semaglutida permanecem em torno de R$ 1.000, dependendo da dosagem. A expectativa é de reduções graduais, mas o BTG Pactual alerta que o mercado será dominado por biossimilares, e não por genéricos tradicionais.
Descontos de cerca de 20% são esperados, em vez da queda de 70% a 90% vista em remédios convencionais como o Lipitor.
A inclusão da semaglutida no Sistema Único de Saúde (SUS) permanece incerta. O medicamento já foi rejeitado anteriormente, com estimativas de impacto fiscal de cerca de R$ 8 bilhões por ano. A entrada de concorrentes e a eventual queda de preços podem reabrir essa discussão, mas sem prazo ou compromisso formal no horizonte.
Para o varejo farmacêutico, o cenário é positivo no médio e longo prazo. Os GLP-1 (classe à qual pertence a semaglutida) já representam entre 10% e 12% da receita das principais redes de farmácias do país. Com mais oferta e maior acessibilidade, a tendência é de expansão de volumes, sem necessariamente corroer margens de forma abrupta.
A conclusão do BTG Pactual é que o Brasil deve seguir o caminho dos biológicos globais: uma transição lenta, com erosão gradual de preços e crescimento sustentado da categoria — bem diferente do “penhasco” visto em genéricos tradicionais.
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