Nubank Acompanha Desvalorização e Perspectivas para 2026
A ação do Nubank (ROXO34) tem apresentado uma desvalorização significativa até o momento de 2026, resultando no menor múltiplo de avaliação já registrado desde sua abertura de capital em dezembro de 2021, conforme análises do Itaú BBA. A situação levanta questões sobre o otimismo de investidores que acreditam na longevidade da fintech, embora riscos de curto prazo ainda persistam.
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A desvalorização impactou o múltiplo preço sobre lucro (P/L) do Nubank, que atingiu 17 vezes para 2026, com expectativa de queda para 15 vezes em 2027.
Fatores que Influenciam a Desvalorização
Os analistas do Itaú BBA identificaram três razões principais para a desvalorização do Nubank em relação a seus concorrentes na América Latina. A primeira, considerada “autoinfligida”, é a expansão nos Estados Unidos. O ritmo e a intensidade dessa expansão têm aumentado os custos operacionais sem um retorno imediato claro para a estratégia de investimento.
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Os analistas observam que o sucesso dessa expansão dependerá da execução e do tempo.
Um segundo fator de pressão é o temor generalizado no setor de tecnologia e fintechs sobre o impacto da inteligência artificial (IA). A preocupação é que a IA possa neutralizar o potencial disruptivo das fintechs, que antes desafiaram os bancos tradicionais.
No entanto, o Itaú BBA acredita que o Nubank está bem posicionado para aproveitar a IA, reduzindo a necessidade de novas contratações. A empresa tem adotado um modelo híbrido para lidar com essa mudança.
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Custos e Resultados Operacionais
O Itaú BBA estima um aumento de 37% nas despesas totais do Nubank em 2026, impulsionado por investimentos em expansão internacional, aportes em IA e crescimento nas despesas com programas de recompensa, como o cartão Ultravioleta e o Latam Pass Mode.
Apesar desse aumento no custo, os fundamentos operacionais no Brasil permanecem fortes. A carteira de crédito total deve crescer 27% em 2026, atingindo R$ 226 bilhões, e o lucro líquido estimado é de R$ 21,1 bilhões, representando um aumento de 32% em relação a 2025.
O retorno sobre o patrimônio ainda deve se manter em 29%.
Posição no Mercado Brasileiro
O Nubank já detém 17% do volume de transações em cartões de crédito no Brasil, superando o Santander em volume. Em crédito pessoal, a empresa lidera o mercado com 30% de market share. A operação internacional, que inicialmente apresentava resultados negativos, alcançou um resultado positivo após considerar o custo de risco, indicando a maturação dessa operação fora do Brasil.
O Itaú BBA mantém a recomendação de “compra” (outperform) com um preço-alvo de US$ 20 por ação, sugerindo que os investidores devem aproveitar as quedas para adicionar posições na ação, que na época estava cotada em torno de US$ 14 na NYSE.
