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Nunes propõe que moradores que podem pagar contribuam para enterrar os fios


Nunes propõe que moradores que podem pagar contribuam para enterrar os fios
(Foto Reprodução da Internet)

Na cidade de São Paulo, 185 mil pessoas estão sem energia desde sexta-feira (3/11). O prefeito Ricardo Nunes (MDB) propôs, nesta segunda-feira (6/11), uma sugestão para acelerar o enterramento de fios da rede elétrica em alguns quarteirões da cidade, em parceria com a Prefeitura: cobrar dos moradores com condições financeiras uma contribuição opcional.

De acordo com o prefeito, as regras para o fornecimento de energia já permitem cobrar uma contribuição chamada “taxa de serviço” que não é obrigatória. Ele disse que a prefeitura e a Enel estão trabalhando para apresentar um plano em que os moradores possam escolher pagar essa taxa em alguns casos.

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“Não será uma obrigatoriedade. A proposta é permitir que os moradores de um quarteirão qualquer possam escolher se querem aderir ao serviço de enterramento. Se a maioria optar por aderir, tanto a Prefeitura como os moradores irão contribuir financeiramente para agilizar o processo, conforme explicou Nunes durante uma entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, ao lado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).”

Ricardo Nunes fala em criação de taxa para aterrar rede elétrica na cidade de São Paulo.

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De acordo com o prefeito de São Paulo, a contribuição não seria obrigatória.

“Escolha um quarteirão aleatório e pergunte ‘Eu tenho essa escolha disponível, você gostaria de aderir?’ Se a maioria das pessoas concordar…”

— O perfil oficial do Metrópoles no Twitter postou essa mensagem em 6 de novembro de 2023.

Segundo Nunes, o assunto é difícil e custoso, pois o valor para esconder todos os cabos da cidade é estimado em R$ 20 bilhões. No momento, a Prefeitura tem um saldo acumulado de R$ 36 bilhões.

O prefeito afirmou que pretende entregar, até o fim do próximo ano, 83 km de aterramento de fios na cidade – até o momento, segundo Nunes, a quantidade entregue pela sua gestão foi de 60 km. Ele disse que precisa do auxílio das empresas de telecomunicação para poder enterrar a fiação.

Na entrevista, Tarcísio explicou que o principal problema para a falta de energia foi a queda das árvores que não foram devidamente cuidadas e acabaram caindo. Ele sugeriu que seja feito um manejo adequado das árvores para evitar danos às fiações em caso de chuvas fortes, como a que ocorreu na sexta-feira.

Prefeito e governador se reuniram por cerca de três horas com representantes da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e das concessionárias de energia elétrica que atuam no estado (Enel, CPFL, Neoenergia Elektro, EDP Brasil e Energisa Sul e Sudeste) para discutir o apagão no estado após o temporal de sexta.

Após a reunião, foi informado que a energia será restabelecida até o final desta terça-feira (7/11) para as pessoas que ainda estão sem luz. A Aneel irá analisar os casos para determinar quais podem resultar em multas, porque o temporal foi considerado um evento incomum pela agência reguladora.

“O evento que estamos discutindo foi um evento muito incomum, conhecido como evento crítico. Nesses casos, a distribuidora de energia pode ter alguma isenção de responsabilidade”, explicou Sandoval Feitosa, diretor-geral da Aneel.

Já Nunes declarou que, caso a energia não seja restabelecida na capital até esta terça, ele acionará a Justiça contra a Enel, concessionária alvo da maioria das reclamações da população.

“Se eles não cumprirem o compromisso público que fizeram comigo, eu vou entrar na Justiça em relação a isso”, declarou.

Falta de energia elétrica

De acordo com a Prefeitura, mais de 1,4 milhão de pessoas foram afetadas pela falta de energia elétrica. Até o começo desta tarde de segunda-feira, o governo do estado informou que mais de 300 mil residências ainda estavam sem luz na região coberta pela Enel, tanto na cidade de São Paulo quanto em outras cidades da região metropolitana.

A falta de energia prejudicou diversas áreas na Grande São Paulo, como escolas, parques, restaurantes, semáforos e abastecimento de água. O Procon está investigando as ações tomadas pelas concessionárias para resolver o problema.

A rodovia Raposo Tavares teve uma interrupção causada por uma árvore caída. A empresa responsável pela administração, CCR ViaOeste, foi acionada para resolver a situação.

Durante a coletiva, Tarcísio admitiu que houve um problema na transmissão de informações, o que prejudicou a agilidade no atendimento à população afetada.

“[Precisamos de] melhoria nos canais de comunicação com as autoridades, com os clientes, com a própria mídia e a sociedade para que todos tenham informação em tempo”, declarou.


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