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O governo diz que as queimadas no Amazonas causaram aproximadamente 11 mil multas


O governo diz que as queimadas no Amazonas causaram aproximadamente 11 mil multas
(Foto Reprodução da Internet)

Para combater as queimadas no Amazonas, o governo federal aumentou a equipe com 149 brigadistas, doou 200 kits de equipamentos e colocou dois helicópteros à disposição da região. Em entrevista coletiva nesta sexta-feira, as autoridades também prometeram intensificar a fiscalização, com a aplicação de cerca de 11 mil multas este ano.

Serão contratados mais brigadistas da sexta-feira (13/10) até segunda-feira (16/10). Além disso, já começaram as multas em dinheiro como punição. Até o momento, foram aplicadas 11 mil multas apenas por desmatamento. O presidente do Ibama, Rodrigo Mendonça, revelou que quem queimar propriedades não conseguirá mais obter financiamento agrícola.

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Mendonça se juntou aos ministros Marina Silva, do Meio Ambiente, e Waldez Góes, do Desenvolvimento Regional do Brasil, para abordar os incêndios que estão ocorrendo na Amazônia.

De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o estado teve mais focos de queimadas do que o esperado para o mês de outubro. Nos últimos 10 dias, foram contabilizados 2.684 casos de pontos de calor.

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Solução financeira contra incêndios florestais

Para combater as queimadas nas florestas, é necessário pensar em uma alternativa que envolva questões financeiras.

Existe um projeto pré-aprovado que destina até R$ 35 milhões para o combate a incêndios no Corpo de Bombeiros por meio do Fundo Amazônia. Precisa-se investir R$ 30 milhões, dos quais vêm do Programa União com Municípios.

“É uma situação de extrema gravidade, porque há o cruzamento de três fatores: estiagem agravada pelo El Niño por conta da mudança do clima, matéria orgânica em grande quantidade ressecada, e o ateamento de fogo dentro de áreas de forma criminosa”, explicou a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.

Marina Silva disse que há duas áreas de combate contra incêndios no Amazonas: uma no sul do estado e outra perto de Manaus. Ela revelou que há mais de mil focos de calor no Amazonas e afirmou que não há queimadas naturais na Amazônia.

O ministro Desenvolvimento Regional do Brasil, Waldez Góes, apontou que diversos órgãos do governo federal atuam para auxiliar na situação do Amazonas e falou até em uma medida provisória (MP) para atender à Amazônia. “Se for necessário ter uma nova MP para atender a Amazônia, certamente o [presidente] Lula o fará”, afirmou.

Incêndios ocorrem na região.

O presidente do Ibama, Rodrigo Mendonça, revelou que cerca de 73,5% dos incêndios no Amazonas ocorreram em áreas já desmatadas, e 55% deles em áreas recém-desmatadas. “Normalmente são de 3 a 5 anos de queimadas na mesma área para que haja limpeza completa e fim da floresta naquele local”, explicou. “A seca está tão intensa que já começamos a ter incêndio em floresta em pé”, revelou.

Segundo ele, os alertas de desmatamento caíram 64,4% desde o início do ano.

Só no Amazonas, dos 62 municípios, 60 se encontram em situação de emergência. No Acre, esse número é de 22 municípios.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, informou que conversou com o governador do Amazonas, Wilson Lima (União Brasil), na última quinta-feira, dia 12 de outubro. Eles discutiram as medidas para enfrentar os incêndios no estado.

Os incêndios florestais causaram problemas de saúde e suspenderam as aulas em Manaus. Dino seguiu a orientação do presidente Lula e convocou a Força Nacional para ajudar a controlar os focos de calor. Eles utilizaram a rede social X (antigo Twitter) para divulgar essa ação.


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