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O Governo planeja uma estratégia para alcançar os evangélicos que suportam Bolsonaro


O Governo planeja uma estratégia para alcançar os evangélicos que suportam Bolsonaro
(Foto Reprodução da Internet)

O governo federal está se preparando para tomar várias medidas a fim de diminuir a resistência dos eleitores evangélicos em relação ao presidente Luiz Inácio Lula (PT), com o objetivo de facilitar a vitória do PT nas eleições municipais do próximo ano.

Segundo a última pesquisa Datafolha, muitos evangélicos ainda têm resistência ao candidato do PT, que corresponde a 28% do eleitorado brasileiro.

O Palácio do Planalto concentrará esforços no próximo ano em um programa do Ministério do Desenvolvimento Social, que possibilitará que igrejas evangélicas atuem nas comunidades, oferecendo programas sociais como o Bolsa Família, benefícios previdenciários e o Minha Casa, Minha Vida.

Já assinamos o acordo e no dia 14 de janeiro teremos uma reunião técnica com líderes evangélicos para alinhar as ações.

O Ministério também analisou a forma como grupos associados às igrejas atuam socialmente.

Líderes evangélicos ligados ao PT, acreditam que essa iniciativa dá uma história aos candidatos do partido.

Os núcleos evangélicos do Partido dos Trabalhadores (PT), que estão organizados em todos os estados, também irão abordar como narrativa a defesa do Palácio do Planalto em incluir, na Reforma Tributária, os impostos das igrejas para “associações beneficentes e assistenciais”.

O pastor Paulo Marcelo Schallenberger, conselheiro de Lula, afirmou que o discurso progressista não chega até os apoiadores de Bolsonaro.

O religioso disse que está planejando um novo projeto que busca permitir que igrejas autônomas atuantes em comunidades sejam legalizadas pelo governo e pelos municípios, permitindo que elas recebam doações privadas para promover ações sociais.

De acordo com informações de pessoas simpatizantes do PT, essa foi a forma encontrada para evitar que grandes organizações religiosas, conhecidas por não apoiarem o PT, fossem impedidas.

“Ao deixar de conversar com esse grupo, seria um equívoco. O governo necessita de colaboradores para aumentar a participação em programas sociais como o Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida e o Desenrola”, afirmou a deputada Benedita da Silva (PT-RJ), reconhecida como a principal líder petista entre os evangélicos.

O desafio de dialogar com os evangélicos foi um tema central na mais recente Conferência Eleitoral do PT no começo do mês. O presidente Lula tratou do assunto em seu discurso.

“Estamos realmente comunicando o que as pessoas desejam ouvir de nós? Ou precisamos aprender com elas como nos comunicar? Como podemos nos aproximar dos evangélicos?” indagou o membro do Partido dos Trabalhadores.

Na mesma fala, Lula afirmou que é preciso voltar a fazer o “trabalho de base”.

Procurada, a assessoria do Palácio do Planalto ainda não se manifestou. A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, não quis se pronunciar.


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