O ministro do STF Alexandre de Moraes declarou que indivíduos brasileiros em situação de foragismo estariam conduzindo negociações com autoridades estrangeiras sobre questões financeiras relacionadas ao Brasil.
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A denúncia aponta que tais ações teriam como objetivo interferir no julgamento da Ação Penal 2.668, relacionada aos eventos de 8 de Janeiro. As declarações foram proferidas durante discurso na sessão de abertura do 2º semestre do Judiciário.
Para Moraes, o propósito dessas ações seria provocar uma crise econômica no Brasil, visando exercer pressão política e social sobre os Poderes Judiciário e Legislativo, interferindo no curso das ações penais que já se encontram em fase de alegações finais.
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O Supremo Tribunal Federal continuará a desempenhar o papel de guardião da Constituição, atuando nas ações penais para que se dê uma resposta final à toda a sociedade brasileira sobre quem realmente foi ou quais foram os responsáveis pela tentativa de golpe, dentro do devido processo legal, do respeito à ampla defesa, ao contraditório, sem admitir qualquer ingerência interna ou externa na independência do Poder Judiciário, com serenidade, competência e coragem.
Moraes declarou que prosseguirá com o julgamento das ações penais referentes à tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022, em conformidade com o devido processo legal. O ministro assegurou que não sucumbirá às pressões e ameaças, e que os responsáveis pelas tentativas de intimidação serão responsabilizados.
Acompanhe a cerimônia de abertura do Supremo Tribunal Federal.
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O Supremo Tribunal Federal enfrenta crise.
Três dos onze ministros do Supremo Tribunal Federal não participaram do jantar oferecido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio da Alvorada na quinta-feira (31.jul.2025), um dia após a maioria dos integrantes do STF se recusar a assinar uma carta em defesa do ministro Alexandre de Moraes, alvo de sanções dos Estados Unidos.
O jantar com o presidente contou com a presença dos ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Edson Fachin, Flávio Dino, Gilmar Mendes e Roberto Barroso. Os ministros Carmen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Nunes Marques e André Mendonça não compareceram.
A ausência de quase metade dos ministros no jantar presidencial tornou pública a falta de consenso no Supremo.
Moraes solicitou aos colegas uma posição coletiva após ser alvo de medidas restritivas pela Lei Magnitsky americana. Segundo o Poder360, mais da metade dos 11 ministros do STF considerou inadequado elaborar um documento assinado por todos para contestar uma decisão interna dos Estados Unidos. Essa atitude dos colegas desapontou Moraes, que esperava ter unanimidade a seu favor.
Fonte por: Poder 360