O período entre 1958 e 1962 caracterizou-se por uma intensa sequência de partidas para Pelé

O monarca compareceu com a taça na Copa do Chile e disputou apenas dois jogos durante o ano do segundo título.

12/08/2025 9h06

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Chile, Valparaíso, Viña del Mar, 11/05/1962. Pelé, ao lado do preparador físico Paulo Amaral, na concentração da seleção brasileira em Viña del Mar, aguarda a definição sobre sua escalação para a semifinal contra o Chile, no Mundial de 1962. Contundido, Pelé não se recuperou a tempo e ficou fora da partida. Pasta: 27755. - Crédito:ARQUIVO/ESTADÃO CONTEÚDO/AE/Codigo imagem:5444

Aos 17 anos, Pelé encantou o planeta no primeiro título mundial da seleção, na Suécia. Até chegar ao Chile, em 1962, o Rei do Futebol enfrentou uma maratona de jogos. O craque, que tinha chegado à maioridade em outubro de 1958, teve de se apresentar ao Exército e, em 1959, disputou o Campeonato Sul-Americano Militar. As plateias de todo o mundo queriam ver Pelé, e o Santos passou a excursionar cada vez mais pelos quatro cantos do planeta. O time da Vila Belmiro era uma máquina de fazer gols.

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Em 1961, Pelé protagonizou o famoso “gol de placa” contra o Fluminense, no Maracanã, em uma jogada notável, ao superar sete oponentes, incluindo o goleiro Castilho. O Santos se consolidou como o melhor clube do mundo, com os títulos de vice-campeão da Libertadores e do Mundial de Clubes em 1962 e 1963.

Contudo, os atletas enfrentavam uma maratona de jogos. Entre as Copas de 1958 e 1962, Pelé atuou em 333 partidas, uma média de 84 jogos por ano. Mesmo com sua condição física, nenhuma perna suporta tanto. Em sua autobiografia, lançada em 2006, o Rei mencionava o excesso de jogos: “Jogar em tantas partidas teve um preço e, em fevereiro de 1961, sofri provavelmente a lesão mais grave de minha carreira até então. Estávamos jogando contra o Necaxa, na Cidade do México”.

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Pelé ficou quase três semanas sem jogar: “Naquela noite [a do dia do jogo] não consegui dormir por causa das dores de cabeça e da dor nos ombros e no rosto. Todo o lado esquerdo do meu rosto estava dormido. De manhã fui levado ao hospital na Cidade do México, onde fizeram oito placas de raio-x da face e dos ombros. Não havia fratura, graças a Deus”. Infelizmente a contusão que ele teve na Copa foi mais grave do que essa no México.

No Mundial do Chile, Pelé sofreu uma contusão, sozinho, após chutar de fora da área contra a Tchecoslováquia na segunda partida da seleção. Ferido, o Rei foi substituído por Amarildo a partir do terceiro jogo e não mais voltou a campo. Na finalíssima, novamente um confronto contra a Tchecoslováquia, o camisa 10 da seleção estava nas arquibancadas do Estádio Nacional de Santiago. A seleção venceu por 3 a 1 e conquistou o bicampeonato.

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Em 17 de junho, a polícia enfrentou dificuldades para remover os torcedores que invadiram os vestiários do Brasil. Pelé recorda: “(…) Após a vitória, fomos para o vestiário para comemorar. Elza Soares também estava lá, acredito que foi a primeira vez que uma mulher chegava a um lugar como aquele. Na época, havia poucas mulheres envolvidas com o futebol. Ela estava ali por causa do Garrincha: os boatos sobre nós tinham cessado (…). Pelé relata que os jornais também especulavam sobre um relacionamento entre ele e Elza Soares, mas a cantora se aproximava de Garrincha, e os dois se casariam em 1966.

A conquista da seleção de 1958 com o título mundial gerou entusiasmo no futebol brasileiro, o Campeonato Paulista de 1959 se destacou pelo equilíbrio entre Palmeiras e Santos.

Fonte por: Jovem Pan

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