“O STF não se submete a intimidações”

Gilmar afirmou que o Supremo manterá sua posição firme em face de ataques e defendeu a atuação de Alexandre de Moraes.

01/08/2025 13h57

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(Imagem de reprodução da internet).

O ministro Gilmar Mendes, presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), declarou nesta 6ª feira (1º.ago.2025) que a Corte não cederá às pressões e ataques direcionados aos seus membros. Na abertura do ano do Judiciário, ele afirmou que o tribunal manterá firme a defesa da democracia.

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Declarou que cumpre com a serenidade e o desassombro que esse tipo de investida exige de todos nós, membros desta Casa multicentenária: este Supremo Tribunal Federal não se dobra a intimidações.

O ministro também criticou as ofensas contra Alexandre de Moraes, relator dos processos sobre a tentativa de golpe em 8 de janeiro de 2023, declarando que as acusações contra o colega “decorrem de radicais descontentes com a perda do seu grupo político nas últimas eleições”.

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As críticas direcionadas ao Ministro Alexandre em sua maioria são de radicais que buscam impedir o funcionamento do Judiciário e, assim, amordaçar as instituições fundamentais de uma democracia liberal. Ele também afirmou que a Corte não recuou em momentos críticos da história brasileira e não o fará agora.

O Superior Tribunal de Justiça não cedeu à ditadura militar […] e não há de se submeter agora, estando preparado para enfrentar, uma vez mais e sempre, com altivez e resiliência, todas as ameaças – venham de onde vierem.

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Durante a reunião, Gilmar também defendeu Moraes contra as sanções impostas ao ministro pela Lei Magnitsky dos Estados Unidos. O decano faz parte do grupo de ministros que compareceu ao jantar oferecido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Palácio da Alvorada na quinta-feira (31.jul.), um dia após a maioria dos integrantes do STF se recusar a assinar uma carta em defesa de Moraes.

Acompanhe a cerimônia de abertura do Supremo Tribunal Federal.

O Supremo Tribunal Federal enfrenta uma crise.

Três dos onze ministros do STF não participaram do jantar oferecido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Palácio da Alvorada na quinta-feira (31.jul.2025), um dia após a maioria dos integrantes do STF se recusar a assinar uma carta em defesa do ministro Alexandre de Moraes, alvo de sanções dos Estados Unidos.

O jantar com o presidente contou com a presença dos ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Edson Fachin, Flávio Dino, Gilmar Mendes e Roberto Barroso. Os ministros Carmen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Nunes Marques e André Mendonça não compareceram.

A ausência de quase metade dos ministros no jantar presidencial tornou pública a falta de consenso no Supremo.

Moraes solicitou aos colegas uma posição unificada após ser alvo de restrições impostas pela Lei Magnitsky dos Estados Unidos. O Poder360 apurou que mais de metade dos 11 ministros do STF consideraram inadequado elaborar um documento assinado por todos para contestar uma decisão interna dos EUA. Essa atitude dos colegas desapontou Moraes, que esperava ter apoio unânime.

Fonte por: Poder 360

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