OAB-SP Suspende Registro Profissional de Influenciadora Digital por Investigações Contra PCC

A Ordem dos Advogados do Brasil, seção paulista (OAB-SP), decretou nesta quarta-feira, dia 24 de outubro deste ano – em um movimento que impacta imediatamente a carreira da influenciadora e advogada –, o bloqueio imediato ao registro profissional.
A decisão representa uma medida preventiva enquanto tramita processo criminal contra ela.
Suspensão do Registro Profissional
Efeitos Imediatos da Decisão
A OAB-SP justificou a suspensiva com base na legislação vigente, que permite um período inicial de nove dias para o procedimento. A medida pode ser estendida sucessivamente até os trêscentos e sessenta (360) días – prazo em aberto –, durante qual será conduzido julgamento definitivo do caso pelo Tribunal da OAB-SP no âmbito ético disciplinar . “Nossa atuação é pautada na rigorosa apuração de qualquer infração que venha à tona, seja por denúncia formal ou revelações públicas”, declarou a instituição em comunicado oficial. O artigo 72 § 1º da Lei nº8906/45 estabelece o sigilo processual durante as investigaões conduzidas pelo Tribunal de Ética e Disciplina (TED) do órgão, garantindo que os detalhes das apurações permaneçam confidenciais até a conclusão.
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A influenciadora digital encontra-se sob investigação criminal pelos crimes capitais contra o patrimônio público: lavagem de dinheiro em larga escala – conforme investigações da Polícia Federal –, e organização criminosa, ambos ligados às atividades do Primeiro Comando Capital (PCC).
O caso está sendo conduzido pela Delegacia de Operação Estratégica – D.OE.
Acusatórias Contra a Influenciadora
Envolvimento com o PCC e ‘Caixa’ Financeira”
De acordo com as investigações da Polícia Federal, Deolane Bezerra teria atuado como uma espécie de “caça-carteiras”, ou seja um intermediário financeiramente para a movimentação dos recursos obtidos por meio do crime. A defesa dela alegou que os ganhos declarados em seus rendimentos possuem origem lícita e foram devidamente informadas aos órgãos competentes, mas o argumento não foi considerado suficiente pelo Ministério Público Federal (MPF). O MP argumenta sobre as suspeitas de movimentação irregular no âmbito da facção criminosa.
A acusatória formal contra a influenciadora e ao menos cinco indivíduos que atuaram como operadores do Primeiro Comando Capital – PCC -, tem um prazo estipulado em dez dias para apresentar sua defesa oficial e seus argumentos contrários à denúncia, conforme o artigo 72 § 1º da Lei nº8906/45.
O processo criminal está tramitando na Justiça Federal de São Paulo.
A investigação inicial revelou um padrão complexo envolvendo a transferência de recursos ilícitos provenientes do crime organizado, com Deolane atuando como uma peça-chave nesse esquema financeiro e operacional da facção criminosa. A OABSP tem se mostrado comprometida em garantir o cumprimento das normas éticas no exercício profissional de advocacia na esfera criminal.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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