OMC Alerta para Impactos do Bloqueio no Estreito de Ormuz
A Organização Mundial do Comércio (OMC) emitiu um alerta nesta quinta-feira, 19 de julho de 2026, sobre as consequências do bloqueio do Estreito de Ormuz para o comércio global. A entidade ressaltou que a interrupção da rota marítima tem gerado impactos significativos, especialmente para países que dependem da importação de insumos essenciais.
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A situação levanta preocupações sobre a segurança alimentar e a estabilidade econômica em diversas regiões do mundo.
O Brasil, por exemplo, utiliza o Estreito de Ormuz para aproximadamente 40% de suas compras de ureia, um fertilizante crucial para a produção agrícola. A Índia, com uma dependência de 70%, e a Tailândia, com 35%, também são particularmente vulneráveis a essa situação.
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A OMC enfatizou que o problema transcende o setor agrícola, considerando que o estreito é responsável por cerca de 30% do transporte de fertilizantes comercializados globalmente.
Robert Staiger, economista-chefe da OMC, destacou que a crise representa um risco relevante para a segurança alimentar, sobretudo em nações mais vulneráveis, como algumas nações africanas. Além disso, a organização apontou que países importadores líquidos de energia enfrentam um aumento nos preços, o que pode restringir sua capacidade de compra no comércio internacional.
A situação exige atenção redobrada para evitar impactos negativos na economia global.
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Diante desse cenário, a OMC revisou suas projeções para o comércio global. Com a elevação dos preços de energia, a entidade prevê uma desaceleração mais acentuada neste ano, com um crescimento de apenas 1,4% caso os preços de petróleo e gás se mantenham elevados.
Em comparação, as projeções para 2025 indicavam um crescimento de 4,6%. A diretora-geral da organização, Ngozi Okonjo-Iweala, alertou que aumentos persistentes nos custos de energia amplificam os riscos para o comércio, com consequências para a segurança alimentar e pressão adicional sobre empresas e consumidores.
Em um cenário menos pessimista, sem choques significativos nos preços de energia, o comércio global de mercadorias poderia expandir-se a 1,9% em 2026. O comércio de serviços, por outro lado, deve crescer 4,1% no mesmo período. A OMC também ressaltou que, em caso de resolução rápida do conflito e manutenção do dinamismo de setores como o de inteligência artificial, o crescimento das projeções pode ser superado.
