Dia Mundial da Água: Uma Crise Global Interligada com a Violência de Gênero
O dia 22 de março marca o Dia Mundial da Água, uma data de reflexão sobre a importância desse recurso vital para a vida no planeta. Tradicionalmente chamado de “Dia da Vida”, a data ressalta a conexão intrínseca entre a água e a existência.
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Em 2026, a Organização das Nações Unidas (ONU) focou o tema em “Água e Gênero”, evidenciando a urgência de ações para a sua conservação e a necessidade de abordar as desigualdades que permeiam o acesso a esse recurso.
Dados Alarmantes e Conexões Complexas
Os indicadores sobre o uso da água e as estatísticas de violência de gênero revelam um quadro preocupante. Em 2025, o Brasil registrou um aumento significativo no número de feminicídios. Paralelamente, a United Nations University (UNU) alertou para um estado de “falência global da água”, indicando que o consumo humano excede a capacidade de reposição natural do planeta, comprometendo o equilíbrio entre oferta e demanda.
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Essa crise hídrica se conecta, de forma alarmante, com a violência de gênero, uma relação que tem sido cada vez mais reconhecida por diversas organizações.
A relação entre clima e violência de gênero é complexa e preocupante. O agravamento das mudanças climáticas, com eventos extremos e o aumento da temperatura global, intensificam a insegurança física e econômica, gerando perda de empregos e recursos.
Essa situação impacta diretamente as mulheres, que frequentemente enfrentam dificuldades adicionais para garantir o acesso à água e a outras necessidades básicas, além de enfraquecerem as redes de apoio que as protegem.
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Desigualdades e o Papel das Mulheres
Em 2024, a situação do saneamento básico ainda era desigual, com mais de 1 em cada 4 mulheres e meninas sem acesso à água potável segura. A falta de infraestrutura e a gestão inadequada de recursos hídricos agravavam a situação, especialmente em países onde a perspectiva de gênero era limitada na gestão dos recursos.
Em muitas comunidades, as mulheres eram responsáveis pela coleta de água, uma tarefa que as afastava da escola, do trabalho e comprometia sua saúde.
A busca por soluções exige uma abordagem equitativa. Em março de 2026, foram lançadas as Estratégias Transversais do Plano Clima do Brasil, com foco em “Mulheres e Clima”, visando impulsionar a transição para uma economia sustentável. Empresas têm um papel fundamental nesse processo, adotando políticas de diversidade e inclusão e priorizando fornecedores com práticas responsáveis em relação ao gênero.
Sororidade como Caminho
Acredito que a união das mulheres é fundamental para construir um futuro mais justo e sustentável. A sororidade, o apoio mútuo e a quebra de padrões de desigualdade, são ferramentas poderosas para transformar a realidade. É inspirador ver pessoas como eu, que possuem a “estranha mania de ter fé na vida”, trabalhando juntas para criar um mundo melhor.
