Operação Compliance Zero: Escândalo bancário atinge figuras da oposição! Deputado Rogério Correia cobra respostas sobre ligações suspeitas envolvendo Daniel Vorcaro e conexões com a Igreja da Lagoinha. STF analisa caso com potencial fraude de R$ 12,2 bilhões
O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) classificou como “escancaradas” as conexões investigadas na Operação Compliance Zero. A Polícia Federal, em sua segunda fase, focou em Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e seus familiares – seu pai, irmã e cunhado – levantando questionamentos sobre um possível esquema de fraudes financeiras.
Correia anunciou que enviará um requerimento para ouvir Natália Vorcaro, alvo das buscas da PF. “Na CPMI do INSS já apresentei requerimento para ouvir Vorcaro, também convocamos Zettel, e agora vou apresentar requerimento para convocar Natália Vorcaro.
O Brasil precisa de respostas. Onde há tantas ligações, há interesse público”, declarou o parlamentar.
A investigação da PF também se estende a outros nomes, como o empresário Nelson Tanure e o investidor João Carlos Mansur, ex-presidente da gestora Reag Investimentos. A PF apura a captação de recursos, a aplicação em fundos e o desvio para o patrimônio pessoal de Vorcaro e seus familiares.
A apreensão de celulares, incluindo o do banqueiro, intensifica a busca por evidências.
Correia estabeleceu ligações entre o escândalo e figuras da oposição. “Nova operação da PF atinge em cheio pastores da Igreja da Lagoinha, apoiadores e financiadores do bolsonarismo e de políticos da extrema direita, como Nikolas Ferreira. Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, é pastor e atua no mesmo entorno de André Valadão, integrando conexões entre igreja, bolsonarismo e negócios suspeitos, inclusive envolvendo empréstimo consignado do INSS.
Nada disso é coincidência”, afirmou o deputado.
O cunhado de Vorcaro, Fabiano Campos Zettel, foi detido brevemente no aeroporto de Belo Horizonte. Nelson Tanure foi localizado no Aeroporto do Galeão, no Rio, e também teve seu celular apreendido. O Banco Master foi liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central em novembro, após suspeitas de fraude em negócio com o BRB no valor de R$ 12,2 bilhões.
O caso, que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, considerou potencialmente a “maior fraude bancária” do país, tramita sob sigilo no Supremo Tribunal Federal (STF).
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