Operação Dark Trader Desarticla Esquema de Lavagem de Dinheiro com Ligações ao PCC
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) e a Polícia Civil iniciaram nesta quinta-feira, 12, a Operação Dark Trader, com o objetivo de desmantelar um esquema de lavagem de dinheiro associado ao comércio de eletrônicos. A operação também aponta para uma ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
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A Secretaria da Segurança Pública (SSP) detalhou que a organização criminosa movimentou mais de um bilhão de reais em um curto período, utilizando uma complexa estrutura empresarial para esconder recursos.
Força-Tarefa e Investigações
A operação conta com a colaboração do Grupo de Atuação Especial de Persecução Patrimonial (Gaepp), do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e da Secretaria da Fazenda. Mandados de prisão e de busca foram cumpridos em São Paulo e Santa Catarina.
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A investigação busca identificar os responsáveis pelo esquema.
Estrutura e Operações do Esquema
Segundo as autoridades, a organização criminosa utilizava empresas de fachada como “contas de passagem” para direcionar pagamentos. Notas fiscais eram emitidas por terceiros, dificultando o rastreamento dos valores. Os investigadores descobriram que os recursos eram concentrados e, em seguida, pulverizados em contas de “laranjas”, o que criava uma discrepância entre o fluxo de caixa real e o patrimônio formal das empresas.
Sequestro de Bens e Ligações com o PCC
O MPSP obteve uma ordem judicial para o sequestro de bens e valores que podem ultrapassar o valor de um bilhão de reais. Entre os ativos bloqueados, estão imóveis de alto padrão, veículos de luxo e diversas contas bancárias. A pasta da Segurança Pública informou que o grupo utilizava pessoas com histórico criminal ligado a facções para atuar como sócios de fachada e beneficiários de patrimônio elevado, buscando proteger seus bens e dificultar a responsabilização.
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Investigação em Andamento
A investigação aponta que o líder do esquema coordenava o envio de valores para empresas fictícias e a emissão de notas fiscais frias, com o apoio de contadores. A complexidade do esquema visava fraudar o fisco, credores e o sistema de Justiça. Os crimes fiscais identificados serão comunicados aos órgãos competentes para as devidas providências.
