Desdobramentos do Caso Master e Investigações na CPMI do INSS
Em entrevista, o deputado federal Rogério Correia (PT-MG) intensificou suas críticas ao caso Banco Master e à condução da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O parlamentar ressaltou uma “blindagem nítida” envolvendo indivíduos ligados ao banco, à Igreja da Lagoinha e a aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, alegando que o crescimento do Banco Master, baseado em crédito consignado e aposentado, foi acompanhado de “roubalheira geral” através de falsos investimentos, culminando na sua falência.
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Foco no Período de Roberto Campos Neto
Correia enfatizou que os fatos se desenvolveram “durante todo o período de Roberto Campos Neto como presidente do Banco Central”, sugerindo uma possível proteção nesse período. O deputado também apontou para supostos aportes financeiros feitos por empresários ligados ao banco em campanhas eleitorais, mencionando especificamente os investimentos de cinco milhões feitos pelo empresário Victor Vorcaro e pelo pastor Zetel na campanha do ex-presidente Jair Bolsonaro e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.
Conexões com a Igreja da Lagoinha e o STF
O parlamentar estabeleceu ligações entre o caso Banco Master e a Igreja Batista da Lagoinha, citando o pastor Zetel e o senador Carlos Viana, presidente da CPMI, e o deputado Nikolas Ferreira, ambos com presenças frequentes na igreja. Correia alegou “fortes indícios de lavagem de dinheiro” do pastor Zetel para a Igreja da Lagoinha, utilizando o Clava Forte Bank como intermediário.
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Ele afirmou ter apresentado evidências sobre isso dentro da CPMI, mas que o presidente Viana não as colocou em votação.
Questionamentos sobre o Ministro Mendonça e Requerimentos
O deputado também questionou a atuação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, destacando seu perfil evangélico e indicação por Bolsonaro, levantando o receio de uma “dupla blindagem”. Correia informou ter apresentado requerimentos de quebra de sigilo envolvendo o Clava Forte Bank, a Igreja da Lagoinha e o pastor Zetel, mas que apenas o requerimento de Vorcaro foi aprovado.
Ele ressaltou que os demais não foram sequer colocados em votação, reforçando a percepção de uma proteção específica.
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