Ouro dispara mais de 1%! Trump e tensões no Oriente Médio elevam o metal precioso

Ouro Sobe Acima de 1% Impulsionado por Fatores Geopolíticos e Dólar em Queda
O preço do ouro registrou uma alta superior a 1% nesta sexta-feira, dia 17, sinalizando a quarta semana consecutiva de ganhos. Esse movimento ascendente é sustentado pela fraqueza observada no dólar americano e por tensões geopolíticas persistentes na região do Oriente Médio.
O avanço do metal precioso ocorre após o ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi, fazer um anúncio relevante sobre o período restante do [texto incompleto]. Contudo, a situação foi tensionada por declarações de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos.
Tensão Diplomática e Impacto nos Mercados de Commodities
Donald Trump afirmou que o “bloqueio naval permanecerá em pleno vigor e efeito no que diz respeito ao Irã até que as negociações com o Irã estejam 100% concluídas”. Ele acrescentou que o processo seria rápido, visto que a maioria dos pontos já havia sido negociada.
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Neste cenário, os contratos futuros de ouro nos Estados Unidos, com vencimento para junho, subiram 1,81%, atingindo US$ 4.895,40 às 10h52. Paralelamente, o dólar americano mostrava sinais de queda ao final da semana, o que aumenta o apelo do ouro para investidores que operam com moedas diferentes.
Análise de Mercado e Perspectivas
O índice DXY, que mede a valorização da moeda americana frente a países desenvolvidos, caiu 0,46%. Peter Grant, vice-presidente e estrategista sênior de metais da Zaner Metals, comentou à Reuters que o otimismo com a paz sustenta o apetite por risco, fazendo com que o ouro seja visto cada vez mais como um ativo de risco.
Ele ressaltou que parte desse otimismo vem da expectativa de que o fim dos conflitos possa reduzir os preços do petróleo e diminuir os riscos inflacionários. No entanto, Grant ponderou que o mercado ainda deve manter uma postura cautelosa, pois há um longo caminho até a restauração total da confiança na tendência de alta de longo prazo do ouro.
Movimentação de Outros Metais e Petróleo
O ouro havia apresentado um recuo após os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã no final de fevereiro. Naquela época, a alta do petróleo elevou temores inflacionários, o que, por sua vez, diminuiu as apostas de cortes de juros – um ambiente geralmente desfavorável ao ouro, já que ele não gera rendimento.
Outros metais também acompanharam a tendência de alta: a prata para vencimento em maio avançou 4,15%, chegando a US$ 81,98 por onça. A platina para julho de 2026 subiu 1%, cotada a US$ 2.134,20, refletindo também a abertura parcial do Estreito de Ormuz.
O Impacto Estratégico do Estreito de Ormuz
Em contraste, os preços do petróleo caíram significativamente. A referência Brent recuou 10,46% para US$ 88,99 o barril. Já a referência WTI com vencimento em maio caiu 11,09% para US$ 84,19, e a de junho recuou 10,34% para US$ 81,84 às 10h52.
O Estreito de Ormuz é um ponto de extrema importância global, funcionando como um gargalo crucial para o comércio de energia mundial. Estima-se que cerca de 30% de todo o petróleo consumido no planeta passe por essa rota marítima estreita, ligando o Golfo Pérsico ao Oceano Índico.
Qualquer instabilidade, bloqueio ou tensão militar na região tem o potencial de afetar diretamente a oferta global de petróleo. Isso gera pressão sobre os preços internacionais e aumenta a volatilidade nos mercados, com impactos imediatos na inflação, câmbio e na atividade econômica de diversos países.
Desde o início dos conflitos em 28 de fevereiro, centenas de petroleiros ficaram parados.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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