Ozempic e Mounjaro: O que acontece com o peso após interromper o uso?

Reganho de peso após Ozempic e Mounjaro preocupa? Dr. Ramon Marcelino alerta sobre o desafio da obesidade como doença crônica. Saiba mais!

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(Imagem de reprodução da internet).

O uso de medicamentos como Ozempic e Mounjaro, conhecidos como “canetas emagrecedoras”, tem revolucionado o tratamento da obesidade nos últimos anos. No entanto, um tema tem ganhado destaque: o que acontece com o peso após a interrupção do uso desses medicamentos.

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O especialista Dr. Ramon Marcelino, do Hospital das Clínicas (HCFMUSP), destaca que esse reganho de peso não deve ser visto apenas como um efeito colateral dos fármacos.

Entendendo a Obesidade como Doença Crônica

Segundo o Dr. Marcelino, o reganho de peso é uma característica comum em qualquer processo de emagrecimento, seja com ou sem o uso de medicamentos ou cirurgia. Ele explica que a obesidade é uma doença crônica, e o tratamento deve ser contínuo e integrado ao longo do tempo.

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Assim como no tratamento da hipertensão ou diabetes, a interrupção abrupta do tratamento pode levar ao retorno dos sintomas, como o aumento do apetite e do peso corporal.

Estratégias para Evitar o Reganho

O especialista oferece algumas dicas importantes. É fundamental conversar com o médico para evitar a suspensão da medicação em períodos de maior exposição alimentar ou menor rotina. Aumentar a atividade física antes do desmame pode ajudar a compensar o aumento do apetite.

Além disso, é crucial priorizar a qualidade da alimentação, buscando uma dieta com menor densidade calórica e maior valor nutricional.

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Desmame Gradual e Peso de Alerta

O desmame da medicação deve ser feito de forma gradual, para facilitar a adaptação fisiológica e comportamental do organismo. É recomendado definir um “peso de alerta”, que serve como um limite para reavaliar a estratégia. Se o reganho começar, isso facilita a decisão de retomar a medicação ou intensificar as mudanças no estilo de vida.

Conclusão

Dr. Ramon Marcelino ressalta que o reganho de peso não deve nos paralisar, mas sim nos impulsionar a aprimorar as estratégias e ampliar o cuidado. Ele acredita que a potência das medicações atuais representa um novo desafio, exigindo uma abordagem mais completa e personalizada no tratamento da obesidade.

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