Pandora: A Jornada Improvável de Scudeler e o Sucesso Inesperado!

Lucas Scudeler: da crise à empresa que transforma vidas! Pandora, fundada em meio à pandemia de 2026, hoje faturou R$ 30 milhões. A história de superação e inovação! Descubra a jornada de sucesso

3 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

A Jornada Improvável de Lucas Scudeler e a Pandora

A pandemia de 2026 expôs uma realidade que já se formava no Brasil: um excesso de pessoas lutando para sobreviver, lidando com crises, trabalho e, acima de tudo, com a própria saúde mental. Em meio a esse cenário, a psicanálise e outras áreas relacionadas ao comportamento humano ganharam destaque na busca por respostas mais profundas, abrindo espaço para novos modelos de negócios.

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A história de Lucas Scudeler, um paulista formado em engenharia e ex-músico profissional, ilustra essa jornada de transformação.

Do Colapso à Reinvenção

Scudeler transformou quase duas décadas de tentativas frustradas, colapsos e mudanças de rota em uma empresa que, em 2025, fechou com um faturamento de R$ 30 milhões. O negócio nasceu da crise, literalmente. Em 2020, com 95% da receita concentrada em contratos B2B, a empresa perdeu nove em cada dez contratos em poucas semanas.

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Diante da iminência do colapso, Scudeler, que havia evitado falar sobre relacionamentos durante anos, teve que abandonar sua vaidade para sustentar sua família. A necessidade, mais forte do que a própria insegurança, o impulsionou a buscar soluções para os problemas que afligiam as pessoas.

A Pandora e a Busca por Clareza

A meta para 2026 é ambiciosa: alcançar R$ 80 milhões. O caminho até lá, no entanto, tem sido tudo menos linear. A engenharia, o ponto de partida, não foi o destino. A decisão de abandonar o caminho tradicional, aos 22 anos, para viver de música, foi vista como irresponsável.

Os dez anos como cantor profissional foram um período de estudo obsessivo sobre técnica vocal. A Pandora, inicialmente voltada para a produção artística e gestão de carreiras, cresceu e se transformou em agência de comunicação e branding, atendendo artistas, empresários e marcas.

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No entanto, a gestão frágil e o burnout levaram ao primeiro grande colapso.

A Virada Digital e o Crescimento Explosivo

Entre 2015 e 2016, o faturamento caiu e a empresa quase estagnou. A macroeconomia não ajudava, e o trio de sócios enfrentava brigas. Scudeler aprofundou seus estudos em filosofia e teologia, e o trio passou a dar palestras e treinamentos, muitos gratuitos, sobre desenvolvimento pessoal e profissional.

Surgiu a tese de que a educação e a autoconsciência eram chaves para o sucesso. A Pandora passou a atuar com consultoria empresarial, formação de líderes e, posteriormente, com terapeutas. Antes da pandemia, 95% da receita vinha dos contratos B2B com grandes empresas como HP e Samsung.

Em 2019, o faturamento atingiu R$ 1 milhão. No entanto, a fragilidade do modelo B2B se revelou um risco. Com a chegada da Covid-19, os contratos corporativos foram cortados em massa. Em setembro de 2020, a empresa quase colapsou novamente. A entrada no mercado digital foi quase forçada, com margens baixas e lucro quase inexistente.

Mas, em 2022, um produto digital focado em relacionamentos – uma plataforma que organizava conteúdos por tipo de dor emocional – mudou o jogo. A empresa retirou as aulas gratuitas do ar, estruturou trilhas claras e, em menos de 90 dias, o produto passou a faturar mais de R$ 300 mil por mês.

A estratégia de conteúdo, com cortes de podcasts com frases de alto impacto, viralizou, impulsionando a audiência para 5 milhões de pessoas nas redes sociais. Em 2024, a Pandora faturou R$ 20 milhões, e em 2025, R$ 30 milhões – abaixo dos R$ 45 milhões planejados.

O gargalo, segundo Scudeler, foi a falta de escala e sistemas.

O Futuro da Pandora

A missão declarada da Pandora é formar e transformar um milhão de famílias até 2030. O crescimento financeiro é parte do plano, mas não o centro. “Nunca entre em um negócio para ver se vai dar certo”, afirma Scudeler. “Só entre se estiver disposto a fazer até dar certo.”

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