GPA busca solução para dívidas! Acordo com credores garante recuperação extrajudicial de R$4,5 bilhões. André Coelho Diniz assume a presidência
O Grupo Pão de Açúcar anunciou nesta terça-feira um acordo importante com seus principais credores, visando um plano de recuperação extrajudicial. A medida visa garantir que as operações da empresa continuem funcionando normalmente, sem interrupções.
O plano envolve a exclusão de certas obrigações de pagamento, totalizando aproximadamente R$4,5 bilhões, que não são consideradas dívidas correntes ou operacionais da companhia.
O acordo, aprovado unânime pelo conselho de administração, exclui obrigações como pagamentos a fornecedores, parceiros e clientes, além de obrigações trabalhistas. O Grupo Coelho Diniz, que se tornou o principal acionista da empresa em 2025 (com 24,6%), e a Casino (com 22,5%) apoiaram a iniciativa.
André Coelho Diniz assumiu a presidência do conselho em outubro de 2025, enquanto Marcelo Pimentel, que ocupava o cargo desde 2022, renunciou.
Em 2025, o GPA registrou um prejuízo líquido de R$651 milhões nas operações contínuas, com uma dívida líquida de R$2 bilhões e uma dívida bruta total de R$4 bilhões. Um parecer de auditor destacou a incerteza em relação à continuidade das operações, devido a um capital circulante líquido negativo de R$1,2 bilhão, resultado principalmente de empréstimos e financiamentos com vencimentos em 2026.
O novo diretor-presidente, Alexandre de Jesus Santoro, enfatizou a necessidade de uma mudança estrutural e cultural na empresa, priorizando a questão do endividamento. A companhia está analisando diferentes alternativas para melhorar seu perfil de endividamento e contratou consultores para auxiliar nesse processo.
O plano de recuperação extrajudicial, celebrado com credores que detêm 46% dos créditos (R$2,1 bilhões), visa criar um ambiente estável para negociações por 90 dias. O GPA espera obter o apoio da maioria dos credores e chegar a uma solução que combine a liquidez de curto prazo com a sustentabilidade financeira de longo prazo.
A administração busca fortalecer o balanço patrimonial, melhorar o perfil de endividamento e preparar a empresa para o futuro, garantindo a continuidade das operações e o bom relacionamento com parceiros.
A empresa ressaltou que as operações das lojas continuarão normalmente, e que as obrigações com fornecedores, clientes e parceiros foram excluídas do plano, assegurando a estabilidade da companhia.
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