Paquistão declara guerra aberta ao Afeganistão! Bombardeios em Cabul e Kandahar geram pânico e crise humanitária. Khawaja Asif justifica ação após confrontos. Crise regional ameaça com retaliação e intervenção internacional
A situação na região do Sul da Ásia se agrava nesta sexta-feira (27), com o Paquistano declarando formalmente “guerra aberta” a diversas cidades do Afeganistão. A medida, tomada após dias de confrontos, representa um ponto de inflexão na crise, marcada por bombardeios que atingiram até a capital Cabul.
O ministro da Defesa paquistanês, Khawaja Asif, enfatizou a decisão em uma postagem nas redes sociais X, afirmando que a paciência do Paquistão havia se esgotado e que a ação representava um conflito direto.
Jornalistas da Agência France-Presse (AFP) relataram a cena de explosões e a presença de caças sobrevoando Cabul e Kandahar, uma cidade crucial no sul do Afeganistão, governada pelos talibãs desde 2021. A situação se intensificou com disparos de artilharia perto da passagem fronteiriça de Torkham, onde testemunhas relataram o pânico entre os moradores locais.
Gander Khan, um repatriado de 65 anos, descreveu o cenário de terror, com crianças, mulheres e idosos correndo para se proteger dos tiros que causaram ferimentos e, em alguns casos, levaram à morte de menores e mulheres.
O governo do Paquistão acusa os talibãs de abrigar grupos armados que atacam seu território, uma alegação negada pelo lado afegão. Em resposta aos bombardeios paquistaneses da semana passada, as forças afegãs lançaram uma ofensiva na fronteira, conforme confirmado pelo porta-voz do governo afegão, Zabihullah Mujahid, que anunciou a retomada de “operações ofensivas em larga escala”.
O ministro do Interior do Paquistão, Mohsin Naqvi, justificou os ataques recentes como uma “resposta adequada” às ações do vizinho.
Em meio à escalada, países como Irã e China se mostraram dispostos a mediar o conflito, buscando um cessar-fogo. As autoridades iranianas ofereceram-se para facilitar o diálogo, enquanto a China pediu calma e moderação. As relações entre os países já eram tensas, com a fronteira terrestre em grande parte fechada desde os combates de outubro, que resultaram em dezenas de mortos.
A situação é agravada pela presença do grupo Estado Islâmico Khorasan, que opera em ambos os países, e pelas políticas restritivas impostas pelos talibãs, que limitam os direitos das mulheres e meninas.
A escalada do conflito entre Paquistão e Afeganistão, em um contexto de Ramadã, representa um desafio para a estabilidade regional. As versões conflitantes sobre os eventos e as perdas sofridas por ambos os lados alimentam a incerteza e dificultam a busca por uma solução diplomática.
A comunidade internacional observa atentamente a situação, buscando formas de mediar o conflito e evitar um desastre humanitário.
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