Para Haddad, a alta tarifária produz um efeito positivo na redução de preços no Brasil

O ministro da Fazenda não cita que as empresas impactadas deverão diminuir rapidamente a produção de determinados produtos.

29/07/2025 17h01

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(Imagem de reprodução da internet).

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou na terça-feira (29.jul.2025) que a política tarifária dos Estados Unidos de Donald Trump (Partido Republicano) pode contribuir para a diminuição dos preços no Brasil.

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Devido à sua linha de raciocínio, as empresas que anteriormente comercializavam nos Estados Unidos agora deverão redirecionar seus esforços para o mercado interno. Isso eleva a disponibilidade de produtos, o que pode levar a uma redução nos preços.

As empresas exportadoras necessitam se ajustar. É provável que precisem reduzir o quadro de funcionários para diminuir despesas decorrentes do aumento do custo das vendas ou da paralisação nas vendas para os Estados Unidos. O mercado de café e de suco de laranja é um dos mais impactados.

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A previsão de queda nos preços internos do Brasil, devido ao aumento da oferta de produtos no território nacional, foi declarada por Haddad em entrevista à CNN Brasil.

Ele foi perguntado se essa possível queda nos preços não ocorreria à custa do prejuízo das empresas exportadoras. Desculpou-se e respondeu que o apoio elaborado pela equipe de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) visava salvaguardar as empresas, que necessitam demitir funcionários para enfrentar maiores despesas.

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Às vezes, não cabe às empresas. É por isso que estamos considerando as empresas. O ponto número 1 é proteger o emprego no Brasil”, declarou o chefe da Fazenda.

Os Estados Unidos são compradores de produtos industrializados brasileiros, por exemplo. O mercado interno pode não ter demanda por esse segmento. Um exemplo claro são as produções da Embraer (Empresa Brasileira de Aeronáutica).

O ministro também não determinou se essa possível queda nos preços iria persistir no futuro. Ele declarou que sua perspectiva é corroborada por relatórios que ele recebe sobre a evolução dos preços dos alimentos.

A situação se deve principalmente aos produtos que estão sendo taxados fora, como carne e frutas. Há uma percepção de que os preços no varejo estão diminuindo. Isso se manterá, é preciso avaliar, declarou.

Não se mencionou que as empresas possam ter que produzir menos para diminuir os custos operacionais. Ele afirmou que as companhias precisam encontrar outros mercados. Admitiu que isso levará tempo.

As empresas alcançarão parcerias com outros países. Não há dúvida disso. Contudo, não conseguirão realizar isso no próximo mês. Terão que se readaptar. Eventualmente, precisarão importar maquinário, investir na abertura de novos mercados, afirmou.

O presidente dos Estados Unidos, Trump, decidiu aplicar uma taxa de 50% sobre as importações brasileiras a partir de 1º de agosto. Ele já indicou que não haverá revogação ou postergação dessa medida.

Fonte por: Poder 360

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