Paulo Gonet assume PGR em nome da técnica e contra a polarização política

Paulo Gonet assume PGR após aprovação no Senado! Advogado de 64 anos, ex-procurador atuou em casos de Bolsonaro. Debate acirrado no Senado: 45 votos a 26.

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(Imagem de reprodução da internet).

Paulo Gonet é Reconduzido como Procurador-Geral da República

Paulo Gonet, aos 64 anos, foi aprovado na manhã desta quarta-feira (12) para ocupar o cargo de Procurador-Geral da República. O advogado, formado pela Universidade de Brasília (UnB), iniciou sua trajetória na carreira em 1987, atuando como procurador da República e responsável por processos na primeira instância da Justiça Federal.

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A aprovação ocorreu após um intenso debate no plenário do Senado, com 45 votos favoráveis e 26 contrários.

Experiência e Atuação Anterior

Antes de sua recondução, Gonet desempenhou um papel importante no Ministério Público Eleitoral, trabalhando nos processos que tramitam no Tribunal Superior Eleitoral. Foi nessa função que ele elaborou o parecer que defendeu o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em relação a acusações de abuso de poder político e uso indevido da mídia durante as eleições de 2022.

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Essa posição prevaleceu no julgamento do Tribunal Superior Eleitoral.

Relações e Perfil no Meio Jurídico

Gonet mantém relações próximas com ministros do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, com quem compartilha atividades acadêmicas. No meio jurídico, é reconhecido como um procurador com uma postura conservadora, porém discreta, uma avaliação compartilhada tanto por membros do governo quanto do Partido dos Trabalhadores (PT).

Desafios e Perspectivas na PGR

Com um mandato de dois anos, Gonet assume a liderança da Procuradoria-Geral da República em um período de grande polarização política. Diferentes setores, incluindo aliados do governo e de Jair Bolsonaro, acompanham de perto sua atuação. Gonet enfatiza a importância de uma atuação técnica e reservada por parte do Ministério Público, defendendo que a legitimidade da função se baseia na racionalidade jurídica, e não em busca de apoio popular.

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