Política

Paulo Pimenta responde a Bolsonaro depois da tenta conseguir atenção com brasileiros em Gaza


Paulo Pimenta responde a Bolsonaro depois da tenta conseguir atenção com brasileiros em Gaza
(Foto Reprodução da Internet)

O ministro da Secretaria de Comunicação Social, Paulo Pimenta, divulgou um vídeo nas redes sociais, no início da noite desta sexta-feira (10), em que compara o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao pássaro “chupim”, por tentar protagonizar a repatriação dos civis brasileiros e palestinos que estão na Faixa de Gaza.

Membros da Secretaria de Comunicação afirmam que a estratégia é para que Pimenta fique no centro das atenções e desfaça as versões bolsonaristas nas redes sociais.

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Acredita-se que colocar o ministro na posição de destaque possa desviar a atenção de um eventual ataque ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

No vídeo, Pimenta critica o comportamento de Bolsonaro, classificando-o como vergonhoso. Ele menciona a operação de repatriação de brasileiros conduzida durante o governo do ex-presidente Lula.

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“Pimenta chamou Bolsonaro de chupim neste caso da saída dos brasileiros de Faixa de Gaza. Chupim é aquele tipo de pessoa folgada, parasita, que se aproveita dos nomes dos outros para obter vantagens”, afirmou Pimenta.

No vídeo, ele destaca que o governo está trabalhando na operação de repatriação há um mês.

Conseguimos trazer mais de 1.450 brasileiros e brasileiras que estavam em Jerusalém e Israel em dez aviões. O presidente disponibilizou o seu próprio avião presidencial e falou com todos os presidentes da região. Essa foi uma ação exemplar da diplomacia brasileira. Agora, quando tudo está pronto para celebrarmos a chegada dos brasileiros com segurança, esse indivíduo inoportuno quer aparecer e tirar vantagem do que não fez. É lamentável e vergonhoso o nível de oportunismo deste parasita que envergonha o Brasil.

Bolsonaro, um problema para o país?

Não enviou oxigênio para Manaus quando as pessoas estavam sufocando. Não quis trazer os brasileiros de volta da China durante a pandemia porque era caro. Deixou os brasileiros na Ucrânia sem assistência e instruiu-os a sair “por meios próprios”.

A estratégia adotada não é unânime no Palácio do Planalto. Para integrantes do governo, o ex-presidente tenta sair do “ostracismo” político, aproveitando-se da situação dos civis em Gaza.

Os deputados do PT e os militantes estão respondendo às perguntas dirigidas ao ex-presidente.

Em uma entrevista, Bolsonaro disse que pediu a um assessor de Benjamin Netanyahu para ajudar na evacuação de brasileiros da área de conflito. A Embaixada de Israel foi questionada, mas preferiu não fazer comentários.

Hoje, sexta-feira (10), uma hashtag sobre Bolsonaro ajudando os brasileiros a entrarem na lista de passagem de Rafah está entre os assuntos mais comentados do X (antigo Twitter).


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