PBOC Intervenho no Mercado Cambial para Proteger Exportações Chinesas

PBOC atua para conter alta do yuan! Medida ousada entra em vigor 2 de março de 2026 e pode impactar empresas como Beijing Ultrapower e Ninebot. Saiba mais!

2 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

O Banco Popular da China (PBOC) está tomando medidas para influenciar a valorização do yuan, a moeda chinesa, em resposta à crescente pressão sobre a competitividade das empresas exportadoras. A preocupação central é que o yuan está se valorizando demais, o que pode prejudicar a capacidade das empresas de venderem seus produtos no mercado internacional.

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Para mitigar esse efeito, o banco decidiu flexibilizar as regras para a compra de dólares, uma medida que entrará em vigor a partir de 2 de março de 2026.

Essa mudança implica a eliminação da exigência de reserva de risco de 20% sobre contratos de câmbio a termo. Essa exigência, que antes impunha um custo adicional às operações, agora será reduzida, tornando mais atraente a aposta na alta do dólar em relação ao yuan.

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Segundo uma análise da Maybank, divulgada pela Reuters, essa ação visa conter a valorização da moeda chinesa, buscando um equilíbrio no mercado.

Impacto nas Empresas Chinesas

Apesar da intervenção do PBOC, analistas observam que a percepção é de que o yuan ainda possui potencial para se fortalecer. A recente alta do yuan, atingindo 6,83 dólares em 26 de janeiro de 2026, tem gerado dificuldades para empresas que exportam e recebem pagamentos em dólar.

Essa valorização já se reflete nos resultados financeiros de diversas empresas chinesas.

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Empresas como a Beijing Ultrapower Software Co. e a Suzhou Junchuang Auto Technologies registraram quedas significativas nos lucros, atribuindo o resultado à valorização cambial. Até mesmo a Ninebot, fabricante de robôs e veículos elétricos, enfrenta pressão sobre seus resultados devido ao fortalecimento da moeda local.

Essa situação demonstra os efeitos ambíguos da valorização do yuan na economia chinesa.

Análise do Mercado Cambial

Uma moeda forte, como o yuan, poderia facilitar a importação de produtos e atrair investimentos estrangeiros. No entanto, também pode prejudicar a competitividade das exportações, já que as empresas chinesas receberiam menos em dólares ao vender seus produtos no exterior.

Desde abril do ano passado, o yuan acumulou uma valorização superior a 7% em relação ao dólar, impulsionada por fatores externos e internos.

Em janeiro de 2026, o superávit em divisas atingiu quase US$ 80 bilhões, refletindo o fluxo de dólares para a economia chinesa. O PBOC busca um equilíbrio entre esses fatores, monitorando de perto a dinâmica do mercado cambial.

Reação do PBOC

O especialista da Orient Futures, Yuan Tao, ressaltou que o PBOC agiu devido à velocidade excessiva da valorização do yuan. O objetivo é manter a taxa de câmbio em um nível considerado “razoável e equilibrado”, evitando distorções que possam prejudicar a economia real do país.

O gerente-geral do departamento de negócios do mercado financeiro do Grupo de Desenvolvimento Zheshang, Liu Yang, acredita que a medida irá destravar uma demanda reprimida por dólares, reequilibrando oferta e demanda no curto prazo.

O economista da Economist Intelligence Unit, Xu Tianchen, ainda acredita que o yuan permanecerá estável, mesmo em um cenário de estabilidade do dólar em outros mercados, demonstrando a complexidade e a importância da intervenção do PBOC nesse cenário.

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