O Partido Comunista do Brasil (PCdoB) lamenta a perda de seu ex-presidente, Renato Rabelo, que faleceu no domingo, 15, aos 83 anos. A morte do político, que liderou o partido entre 2001 e 2015, foi confirmada em uma nota oficial. A militância comunista do partido expressou sua consternação, homenageando Rabelo com a exibição da bandeira verde e amarela, simbolizando a pátria e os estandartes vermelhos da revolução e do socialismo, além de receber os pêsames que chegaram do Brasil e do exterior.
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Trajetória e Participação em Movimentos
Renato Rabelo teve uma trajetória marcada por sua participação em importantes movimentos políticos. Foi vice-presidente nacional da União Nacional dos Estudantes (UNE) durante a ditadura militar de 1964. Também integrou a Ação Popular (AP) e desempenhou um papel crucial na incorporação do grupo ao PCdoB em 1973.
Em 1976, exilou-se na França, um período em que dirigentes do PCdoB sofreram perseguições, assassinatos, prisões e torturas no Brasil.
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Relações Internacionais e Legado
Após retornar ao país com a anistia em 1979, Rabelo dedicou-se ao fortalecimento das relações do partido com países socialistas como China, Vietnã e Cuba. A nota do PCdoB destaca sua contribuição ao acervo teórico e ideológico do partido, além de seu impacto no pensamento tático e estratégico do partido.
Homenagens e Reflexões
A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, expressou sua tristeza pela perda do companheiro, destacando sua dedicação à defesa dos trabalhadores, do socialismo e do Brasil. A deputada Jandira Feghali também homenageou Rabelo, ressaltando sua importância como construtor da história do Brasil e sua luta pela democracia, soberania nacional e direitos sociais.
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