Pé Diabético: Risco Grave e Prevenível! 🩸 Feridas silenciosas, infecções e amputações podem ser evitadas com atenção. Saiba mais!
O pé diabético é uma das complicações mais temidas do diabetes, mas também uma das mais preveníveis. Ela surge da combinação de dois fatores comuns em pessoas que convivem com a doença há anos: a neuropatia, que diminui a sensibilidade dos pés, e a doença vascular, que prejudica a circulação sanguínea.
Essa combinação permite que pequenos ferimentos passem despercebidos e tenham dificuldade de cicatrização, aumentando o risco de infecções graves e, em casos extremos, a necessidade de amputações.
O excesso de glicose no sangue, ao longo do tempo, pode danificar os nervos periféricos, especialmente nos pés. Isso significa que o paciente pode não sentir dor ou calor, nem perceber pequenos traumas. Um sapato apertado, uma bolha, um corte ao aparar as unhas ou até mesmo uma rachadura no calcanhar podem evoluir sem chamar a atenção.
Além disso, o diabetes frequentemente contribui para o estreitamento das artérias e para a piora da microcirculação, reduzindo o fluxo de sangue para os membros inferiores. Sem uma circulação adequada, o organismo tem dificuldade em combater infecções e em promover a cicatrização.
Feridas nos pés que demoram a cicatrizar são um sinal de alerta importante, mas não o único. Alterações na cor da pele, áreas mais frias, inchaço, vermelhidão localizada, secreção, mau cheiro ou escurecimento dos dedos também indicam um comprometimento significativo.
Em muitos casos, a infecção já está instalada quando o paciente percebe o problema. Outro ponto crucial é a perda de sensibilidade. Formigamento, dormência ou a sensação de que o pé está “anestesiado” devem ser relatados ao médico, mesmo sem feridas aparentes.
Esses sintomas indicam neuropatia ativa e aumentam significativamente o risco de lesões silenciosas.
A boa notícia é que a maioria dos casos de pé diabético pode ser evitada com cuidados simples e acompanhamento regular. Examinar os pés diariamente, manter a pele hidratada, cortar as unhas corretamente e usar calçados confortáveis são medidas essenciais.
Evitar andar descalço, mesmo dentro de casa, também é fundamental. O controle rigoroso da glicemia é o principal fator de proteção, mas não o único. Avaliações periódicas com profissionais de saúde permitem identificar precocemente alterações neurológicas e vasculares.
Em pacientes de maior risco, exames como o Doppler ajudam a avaliar a circulação e orientar intervenções antes que surjam feridas.
Quando lesões aparecem, o tratamento precoce faz toda a diferença. Cuidados locais, antibióticos, controle metabólico e, em alguns casos, procedimentos vasculares podem evitar a progressão da infecção. O pé diabético não é apenas um problema local – ele reflete o impacto do diabetes em todo o organismo e exige uma abordagem multidisciplinar.
Ignorar pequenos ferimentos nos pés pode ter consequências graves. Atenção diária, orientação médica e prevenção contínua são as principais ferramentas para preservar a mobilidade, evitar amputações e garantir uma melhor qualidade de vida a longo prazo.
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