Pele Sintética Inspirada em Polvos Revoluciona Materiais Inteligentes
Pesquisadores da Universidade de Stanford desenvolveram uma pele sintética que imita a capacidade de mudança de cor e textura dos polvos. A inovação, detalhada em um estudo publicado na revista Nature e repercutido pelo Financial Times, abre portas para aplicações surpreendentes em robótica e tecnologias de exibição.
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Como Funciona a Pele Sintética
Diferente de materiais que apenas alteram a cor, essa pele sintética consegue modificar tanto a tonalidade quanto a textura da superfície. O sistema utiliza um filme flexível dividido em duas camadas, permitindo o controle independente de cor e relevo.
A chave para o efeito reside na forma como as superfícies lisas e rugosas refletem a luz de maneiras distintas, expandindo as possibilidades visuais sem depender de pigmentos tradicionais.
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Técnicas de Fabricação e Testes
Para alcançar a precisão necessária, os pesquisadores empregaram uma técnica de litografia avançada, capaz de criar padrões minúsculos, quase na escala dos nanômetros. Em testes de laboratório, o material demonstrou a capacidade de mudar de aparência em aproximadamente 20 segundos após a aplicação de água, retornando ao seu estado original ao secar.
Os cientistas também conseguiram reproduzir cinco diferentes tons de cor, ajustados através da variação da concentração de um composto misturado à água.
Aplicações Futuras e Impacto
Os pesquisadores acreditam que versões futuras da pele sintética poderão incorporar controles digitais e sistemas de visão computacional, permitindo que o material responda automaticamente ao ambiente. As aplicações potenciais incluem robôs com camuflagem adaptativa, displays dinâmicos, novas formas de criptografia visual e obras de arte interativas.
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O estudo, liderado por Siddharth Doshi, da Universidade de Stanford, representa um avanço significativo na combinação do controle independente de cor e textura, aproximando-se da sofisticação da camuflagem dos polvos.
Especialistas como Alex Cagan, da Universidade de Cambridge, e Francisco Martin-Martinez, do King’s College London, elogiaram a pesquisa, destacando o potencial de princípios evolutivos e a viabilidade de “peles inteligentes” adaptáveis com aplicações que vão além da camuflagem, incluindo telas táteis com relevo variável.
