Peru: Votação retomada e Keiko Fujimori lidera, mas o futuro é incerto!

Eleições no Peru retomam votação! Keiko Fujimori lidera, mas o cenário político é turbulento. Saiba quem pode surpreender na contagem final!

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(Imagem de reprodução da internet).

Eleições Presidenciais no Peru Retomam Votação Após Problemas Logísticos

As eleições presidenciais no Peru foram retomadas nesta segunda-feira, dia 13, após problemas logísticos terem impedido o voto de milhares de eleitores. Keiko Fujimori segue como favorita na disputa pelo segundo turno.

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A filha do ex-presidente Alberto Fujimori, que governou entre 1990 e 2000, registra 17% dos votos em contagem preliminar, baseada em 53% das atas contabilizadas. Com milhões de votos ainda a serem apurados, o adversário de Keiko Fujimori permanece incerto e pode apresentar uma grande surpresa.

Impactos dos Atrasos e Cenário Político

Cerca de 50 mil pessoas não conseguiram votar no domingo em alguns distritos de Lima devido ao atraso na instalação das seções eleitorais. Por esse motivo, as autoridades estenderam o período de votação até esta segunda-feira.

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A Contagem Parcial e as Projeções

A apuração parcial, que contabiliza primeiro os votos de Lima, favorece momentaneamente o ultraconservador Rafael López Aliaga, seguido pelo social-democrata Jorge Nieto. Contudo, projeções do instituto Ipsos apontam Roberto Sánchez, de esquerda e herdeiro político de Pedro Castillo (2021-2022), como segundo colocado.

Desafios para o Próximo Mandato

O futuro presidente enfrentará o desafio de lidar com um aumento significativo da criminalidade e a instabilidade política, fatores que levaram o país a ter oito presidentes em apenas uma década.

Posicionamentos das Principais Candidatas

Aos 50 anos, Keiko Fujimori comemorou na madrugada desta segunda-feira o que chamou de suposta derrota de seus opositores. Em um discurso para seus apoiadores, ela afirmou: “O inimigo é a esquerda (…) Não estariam na etapa seguinte e isso é positivo para todos os peruanos”.

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O cientista político Carlos Meléndez observou que seria um cenário inédito se Fujimori competisse pela primeira vez com alguém de tendência mais à direita. Se isso se confirmar, o Peru se alinharia a uma onda de governos de direita na América Latina, seguindo a linha do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Temas de Campanha e Protestos

Em entrevista recente à AFP, Fujimori, líder do Força Popular, prometeu expulsar migrantes sem documentação e atrair investimento americano. As eleições foram marcadas pelo atraso na distribuição de urnas e cédulas em pelo menos 13 locais de Lima, onde eleitores aguardaram por horas sob sol intenso.

Nancy Gómez, uma empregada doméstica de 56 anos, relatou à AFP o transtorno vivido ao votar nesta segunda-feira, classificando a situação como “perda de tempo e incômodo”, e criticando a incompetência das autoridades.

Investigações e Preocupações com a Segurança Pública

Agentes policiais e promotores intervieram no domingo na sede do Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE), em Lima, obtendo documentos sobre a contratação da empresa responsável pelos materiais. Nesta segunda, um funcionário da instituição foi detido por suposto crime de omissão, recusa ou demora de atos funcionais, segundo a Direção contra a Corrupção.

O maior crítico do pleito, López Aliaga, convocou seus seguidores para protestar em frente à sede da autoridade eleitoral no domingo, momento em que dezenas gritaram “Fraude, fraude!”, enquanto um cordão policial protegia o local. Observadores da União Europeia não encontraram indícios de irregularidades.

A Criminalidade como Foco Central

A principal preocupação dos eleitores peruanos é a escalada da criminalidade no país. Desde 2018, os casos de homicídio dobraram e os casos de extorsão aumentaram oito vezes, tema que dominou as propostas de campanha.

Fujimori propõe retirar o Peru da jurisdição da Corte Interamericana de Direitos Humanos para reinstalar “juízes sem rosto” contra o crime, uma política fracassada implementada por seu pai nos anos 1990. Ela também defende a militarização dos presídios e o trabalho dos detentos para seu sustento.

López Aliaga, conhecido como “Porky”, sugere a criação de prisões isoladas na Amazônia e promete caçar imigrantes venezuelanos irregulares para devolvê-los ao seu país de origem.

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