Pesquisas mostram óleo de peixe não melhora memória cerebral

Estudo revela que óleo de peixe não promove melhora cognitiva ou protege memória cerebral após dois anos de intervenção.

05/07/2026 16:30

2 min

Ômega-3: estudo não confirmou benefícios do óleo de peixe para o cérebro
Ômega-3: estudo não confirmou benefícios do óleo de peixe para o...

Pesquisadores ligados à Keck School of Medicine, parte da Universidade do Sul da Califórnia (USC), conduziram um ensaio clínico que acompanhou 36adultos entre 5e 80 anos por dois anos com alto risco de desenvolver a condição.

O estudo mostra resultados mistos:. Embora fosse possível confirmar que o componente principal chegou ao cérebro dos participantes, ele falhou em melhorar memória ou desempenho cognitivo.

Suplementos de óleo de peixe podem não trazer os benefícios esperados na prevenção da doença.

Suplementação não garante melhora cognitiva

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Os voluntários receberam diariamente suplemento contendo 000 miligramas de ácido docosa hexaenoico (DHA), um tipo crucial do ômega – para a estrutura cerebral; metade deles também era portadora do gene APOE e consumia pouco peixe nas dietas diárias.

A intervenção consistiu na ingestão desse DHA por seis meses — comparado com o grupo placebo. Após esse período, os pesquisadores verificaram que houve aumento médio significativo de 17% nos níveis deste nutriente no líquido cefalorraquidiano.

Esse dado confirmou cientificamente que o suplemento realmente atingiu as áreas cerebrais.

No entanto, apesar da elevação dos índices sanguíneos em relação ao cérebro, não foi observada qualquer melhora significativa tanto na memória quanto no raciocínio entre quem tomou a cápsula e aqueles do grupo controle. Além disso, exames realizados mostraram que óleo de peixe isoladamente também deixou de reduzir perdas volumétricas importantes nas regiões hipocampais — área fundamental para os processos de memorização afetados pelas fases iniciais do Alzheimer.

Dieta balanceada é mais importante que o suplemento. Segundo Hussein Naji Yassine, autor principal da pesquisa em USC, esses resultados indicaram claramente que não se deve considerar apenas o uso dos suprimentos como estratégia preventiva contra a doença. Os pesquisadores sugerem um caminho diferente: talvez seja possível utilizar ácidos graxos ômega – no cérebro quando eles fazem parte integral e equilibrado de uma alimentação saudável.

Nesse sentido, estudos anteriores já associam grande benefício à dieta mediterrânea — rica naturalmente com peixes frescos, frutas variadas, verduras e oleaginosas —, apontando para menor risco tanto do declínio cognitivo quanto do Alzheimer.

A equipe responsável pelo estudo ressalta ainda que novas pesquisas são necessárias para entender melhor em quais fatores variáveis – idade avançada ou o estado geral da saúde –, a capacidade cerebral consegue aproveitar os benefícios dos níveis adequados de DHA.

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