Petrobras Acompanha Tensão no Oriente Médio e Previsões de Mercado
A incerteza causada pelo conflito no Oriente Médio continua a ser um fator determinante na previsão dos preços do petróleo. Durante uma coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira, 5, executivos da Petrobras destacaram a atenção redobrada da empresa no monitoramento do cenário internacional, buscando entender o comportamento do barril do Brent nos próximos meses.
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A presidente da estatal, Magda Chambriard, enfatizou que a companhia não possui uma posição definida sobre eventuais reajustes nos preços dos combustíveis no Brasil, aguardando o desenrolar da situação.
Resposta Rápida à Volatilidade
Chambriard explicou que a Petrobras precisará agir com agilidade diante da volatilidade do mercado. “Nesse momento, essa questão ainda não está respondida. Se essa alta for tão rápida, certamente exigirá respostas mais rápidas do que se a alta fosse mais lenta”, afirmou a executiva.
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A estatal se prepara para lidar com a instabilidade, mantendo a rentabilidade independentemente do valor do barril de petróleo, seja ele US$ 85 ou US$ 55.
Projeções e Rotas Estratégicas
A presidente da Petrobras também mencionou projeções de mercado que apontam para preços próximos de US$ 55 no ano que vem, devido ao possível excesso de capacidade de produção global. O diretor executivo de logística, comercialização e mercados, Claudio Schlosser, ressaltou que a empresa monitora as condições de abastecimento global e pode rever rotas de exportação e importação de petróleo e derivados, especialmente considerando o risco de interrupções na rota marítima iraniana, crucial para o comércio global de petróleo.
Recuperação e Transição Energética
Ao comentar os resultados do balanço da companhia, a presidente destacou a recuperação da Petrobras, que registrou lucro líquido de R$ 15,6 bilhões no quarto trimestre, revertendo um prejuízo de R$ 17 bilhões no mesmo período de 2024. Magda Chambriard enfatizou que a empresa está construindo uma empresa lucrativa, diversificada e preparada para liderar a transição energética, gerando retorno para acionistas e desenvolvimento para o país. “Quem apostar contra a Petrobras, certamente vai perder.
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Tenho muito orgulho de dizer isso.”
