Impacto das Ações da Petrobras no Ibovespa em 8 de Março de 2026
As movimentações da Petrobras exerceram uma pressão negativa sobre o desempenho do Ibovespa nesta quarta-feira, dia 8. Os títulos da estatal de petróleo reagiram fortemente à queda observada na matéria-prima no mercado internacional. Essa retração ocorreu após o anúncio de uma trégua entre Estados Unidos e Irã, um conflito que havia durado cinco semanas.
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Apesar da influência negativa da Petrobras, o índice acionário brasileiro manteve uma tendência de alta relevante, embora com ganhos menores em comparação às bolsas de Nova York. Por volta das 12h30, o Ibovespa registrava alta de 2%, atingindo os 192.016 pontos.
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Desempenho das Ações e Mercado Cambial
Nesse mesmo horário, as ações PETR4 (preferenciais, com maior liquidez) e PETR3 (ordinárias) apresentavam quedas significativas de 5,6% e 6,5%, respectivamente. No início da tarde, agências internacionais reportaram que o Irã havia retomado o endurecimento dos bloqueios no Estreito de Ormuz, juntamente com novos relatos de bombardeios entre Israel e Líbano.
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Apesar dos sinais de tensão, o barril do Brent manteve-se em baixa, negociando próximo aos US$ 95. O petróleo WTI, americano, registrou queda de 16%. Inicialmente, o Ibovespa chegou a um novo recorde intradiário, ultrapassando os 193 mil pontos, mas os ganhos foram mitigados pela forte desvalorização das ações da Petrobras após o início das negociações.
Contexto Geopolítico e Cotação do Dólar
O cenário foi marcado por declarações políticas, como a do presidente americano Donald Trump, que aceitou o cessar-fogo proposto pelo Paquistão na noite anterior. Na terça-feira, o republicano havia emitido um ultimato, ameaçando que uma civilização seria atingida caso o Irã não reabrisse o Estreito de Ormuz até as 21h de Brasília.
Enquanto o Ibovespa perdia força, o dólar se afastou de suas mínimas diárias, mas continuou em queda, recuando 0,97% para R$ 5,10. Em Nova York, as bolsas também apresentaram ganhos expressivos, com destaque para o setor de tecnologia. Contudo, ações de petroleiras como Exxon Mobil e Chevron registraram quedas acentuadas.
Panorama das Bolsas Internacionais
O Nasdaq Composite subiu 2,63%, enquanto o Dow Jones e o S&P 500 avançaram 2,48% e 2,23%, respectivamente. A agenda econômica do dia incluía a ata da última reunião do Comitê de Mercado Aberto (Fomc) do Federal Reserve, que havia mantido as taxas de juros estáveis no encontro do mês passado.
Mercados Europeus e Asiáticos em Destaque
As bolsas europeias tiveram um desempenho positivo nesta quarta-feira, impulsionadas pelo alívio provocado pelo cessar-fogo temporário entre Estados Unidos e Irã. O Stoxx 600 fechou em alta de 3,68%, com setores como montadoras, mineradoras e viagens liderando os ganhos.
A exceção foi o setor de energia. A Shell reportou um resultado misto: lucrou com operações de trading de petróleo, mas viu sua produção de GNL cair. Devido a operações no Oriente Médio afetadas pelos combates, a produção recuou de 948 mil para um intervalo entre 880 mil e 920 mil barris no primeiro trimestre de 2026, fazendo suas ações caírem mais de 5%.
Rali Generalizado na Ásia
O alívio geopolítico também fomentou um rali generalizado na Ásia. A Coreia do Sul liderou os avanços, com o Kospi disparando quase 7%, fechando em 5.872 pontos, e o Kosdaq subindo 5,12%. No Japão, o Nikkei 225 subiu 5,39%, encerrando o pregão em 56.308 pontos, um dos maiores saltos recentes.
A China viu o CSI 300 fechar em alta de 3,49%, e a bolsa de Hong Kong, Hang Seng, subiu cerca de 2,95% após retomar os negócios. A Índia acompanhou o movimento, com o Nifty 50 avançando 3,65%, enquanto na Austrália, o S&P/ASX 200 ganhou 2,55%.
