Petrobras Implementa Medida para Mitigar Aumento do Preço do Querosene de Aviação
A Petrobras anunciou uma estratégia para amenizar os impactos do recente aumento no preço do querosene de aviação (QAV), combustível essencial para as companhias aéreas. A medida, divulgada nesta quarta-feira, 1º de julho de 2026, prevê um incremento de 54,8% nos preços, mas com um diferencial para as distribuidoras que atendem o setor aéreo.
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Essa mudança permitirá que elas paguem um aumento de apenas 18% em abril.
O restante do aumento, equivalente a 36,8%, será oferecido em parcelas, com a primeira oportunidade de pagamento a partir de julho de 2026. A Petrobras também planeja oferecer o parcelamento em maio e junho, ainda sem definir os valores das parcelas.
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A estatal justifica a iniciativa como uma forma de proteger a demanda pelo produto e minimizar os efeitos do reajuste no mercado de aviação brasileiro, assegurando a continuidade das operações.
Parcelamento e Contexto Econômico
Em nota oficial, a Petrobras destacou que essa ação visa preservar a saúde financeira de seus clientes, ao mesmo tempo em que contribui para a estabilidade do mercado, considerando a forte alta nas cotações internacionais de derivados de petróleo, agravada por tensões geopolíticas recentes no Oriente Médio.
A empresa busca neutralizar seus custos, evitando impactos negativos em seus clientes.
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A medida surge em um momento estratégico para o governo federal, que busca evitar que a alta dos combustíveis afete a população e, consequentemente, a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Além da ação da Petrobras, o governo avalia outras medidas, como a redução da alíquota do PIS/Confins sobre o QAV, a revisão da alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) incidente sobre empresas aéreas e a diminuição da alíquota de imposto de renda sobre o leasing de aeronaves.
Impacto nas Passagens Aéreas
O aumento do preço do QAV, que representa cerca de 30% dos custos operacionais de uma companhia aérea, certamente terá um impacto nas tarifas das passagens. Especialistas estimam que cada elevação de US$ 1 por galão pode elevar o preço das passagens em aproximadamente 10%.
A Azul, por exemplo, já anunciou um aumento médio de mais de 20% nas passagens nas últimas três semanas.
A situação se agrava considerando que as companhias aéreas estão em um período de reestruturação financeira, o que torna o aumento do custo do combustível ainda mais delicado. A expectativa é que o mercado de aviação brasileiro enfrente um período de preços mais elevados nos próximos meses.
