Vazamento na Foz do Amazonas paralisa perfuração da Petrobras! Inspeção remota suspensa após 18 mil litros no mar. Saiba mais!
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) programou uma inspeção remota na sonda contratada pela Petrobras para exploração na bacia da Foz do Amazonas. A fiscalização, que deve ocorrer entre 9 e 13 de fevereiro, é um passo fundamental para que a empresa possa retomar a perfuração do poço Morpho, localizado a cerca de 175 quilômetros da costa amapaense, em uma profundidade de 2.700 metros.
O problema que paralisou a operação ocorreu em duas tubulações auxiliares que ligam a embarcação OND II ao poço Morpho. Aproximadamente 18 mil litros de fluido de perfuração foram liberados no mar. Inicialmente, a companhia previa retomar as atividades em 15 dias, mas até o momento não há previsão confirmada.
Tanto a ANP quanto o Ibama precisam autorizar o reinício dos trabalhos.
O local do vazamento fica a aproximadamente 50 quilômetros de uma formação única que ocupa cerca de 9.500 km² entre Amapá e Maranhão. Estudos indicam que três territórios indígenas, seis comunidades quilombolas e 34 áreas protegidas com alta vulnerabilidade à contaminação por hidrocarbonetos, incluindo o maior manguezal contínuo do país, estão afetados.
A Petrobras declarou que a perfuração só será reiniciada após a conclusão das inspeções das tubulações, uma tarefa realizada na própria plataforma, com acompanhamento dos órgãos reguladores.
Este não é o primeiro incidente do tipo na região. Dados compilados pela InfoAmazonia revelaram um padrão preocupante de falhas mecânicas nas perfurações. Desde 1970, um quarto das tentativas de perfuração nas bacias da Foz do Amazonas, Pará-Maranhão e Barreirinhas foram abandonadas por problemas técnicos.
De 156 poços autorizados, 41 (26%) enfrentaram interrupções por falhas operacionais. O Observatório do Clima, uma rede que reúne 161 organizações da sociedade civil, propôs recentemente diretrizes para o plano de transição energética brasileiro, defendendo uma lógica de exploração mínima em áreas socioambientalmente vulneráveis, com renúncia a novos empreendimentos petrolíferos, especialmente na Foz do Amazonas.
Estimativas técnicas indicam reservas de até 10 bilhões de barris recuperáveis, com 6 bilhões concentrados na Foz do Amazonas. A produção brasileira tende a declinar entre 2030 e 2035, quando o pré-sal começará a perder produtividade. Caso a Margem Equatorial entre em operação, análises projetam receitas petrolíferas estáveis entre 2,5% e 3% do PIB, gerando de 250 a 350 bilhões de reais anuais.
Atualmente, 38 blocos estão concedidos nas três bacias amazônicas, e outros 270 aguardam estudos ou estão disponíveis para futuras rodadas de licitação.
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