Petróleo ultrapassa US$ 100 por barril! Tensões no Oriente Médio e ataques na Arábia Saudita elevam riscos globais. Saiba o impacto do Estreito de Ormuz.
O preço do petróleo voltou a subir, superando a marca de US$ 100 por barril. Esse movimento ocorre em um cenário de tensão persistente, especialmente devido aos recentes ataques à infraestrutura energética da Arábia Saudita.
Os contratos futuros de maio, utilizando a referência West Texas Intermediate (WTI) dos Estados Unidos (EUA), registraram US$ 100,40 por barril nesta sexta-feira, dia 10. Contudo, por volta das 7h30min, o valor operava em US$ 97,89. Já os futuros de junho apresentavam queda de 0,18%, situando-se em US$ 95,75 no horário.
A alta ocorre apesar de um período de duas semanas sem normalização do fluxo de navios pelo Estreito de Ormuz. O trajeto continua operando com um tráfego severamente reduzido, após ter sido fechado pelo Irã no início do conflito.
Dados compilados pela CNBC indicam que o fluxo de navios permanece próximo de uma paralisação total. O presidente dos EUA intensificou a tensão do mercado ao acusar o Irã de dificultar a passagem de petroleiros, o que poderia até comprometer um acordo de cessar-fogo.
Kevin Hassett, diretor do Conselho Econômico Nacional dos EUA, avalia que a passagem de um único petroleiro já representaria uma recuperação significativa da oferta. Por outro lado, Adrian Beciri, CEO da Ducat Maritime, classificou a situação como “extremamente caótica”.
“Não existe uma forma conhecida ou estabelecida de atravessar o Estreito de Ormuz. Nem sequer há um método claro para contatar os iranianos e saber como fazê-lo, o que parece ser a única maneira neste momento”, afirmou Beciri à CNBC.
A situação foi agravada por ataques recentes na Arábia Saudita. Uma estação de bombeamento do oleoduto East-West Pipeline, que conecta o Golfo Pérsico ao Mar Vermelho, foi atingida, cortando cerca de 700 mil barris por dia, segundo uma agência estatal saudita.
Além disso, a capacidade de produção foi afetada por ataques nos campos de Manifa e Khurais, que interromperam aproximadamente 600 mil barris diários da produção nacional. Tais incidentes elevam o tempo de transporte e, consequentemente, os custos operacionais.
Analistas do setor estimam que os compradores de petróleo precisarão recorrer a estoques estratégicos e buscar fontes alternativas por, pelo menos, mais um mês. A combinação de restrições no transporte e ataques à infraestrutura mantém o mercado sob pressão constante.
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