Petróleo alto afeta passagens aéreas! Saiba como o índice Brent e o custo do QAV impactam o turismo e o que esperar em 2026.
As flutuações no preço do petróleo tiveram um impacto considerável no setor de aviação. O índice Brent, que serve como referência global, manteve-se próximo dos US$ 120 recentemente. Esse movimento elevou o custo do querosene de aviação (QAV) no Brasil, o que, por sua vez, pressionou o preço das passagens aéreas.
Consequentemente, o setor de turismo sentiu o efeito. Em março, os pacotes de viagens nacionais registraram um aumento de 4%, conforme apontado por Fabio Mader, CEO da CVC, em entrevista à EXAME. Essa alta é reflexo da escalada de conflitos no Oriente Médio.
Apesar dos esforços governamentais para conter o aumento dos bilhetes, houve um salto de 31% na comparação anual em relação a fevereiro. Analistas de bancos observam que as companhias aéreas adotaram essa elevação de preços como uma medida preventiva, antecipando o impacto do custo maior do querosene de aviação.
Mader ressalta que o mercado de turismo não está isolado do efeito das tensões globais. Ele aponta que, em março, o ticket médio das passagens nacionais já demonstra um aumento, enquanto as viagens internacionais apresentaram maior estabilidade.
O segmento mais afetado, segundo ele, são as passagens corporativas. Mader destacou que este setor “viu um aumento considerável do preço”. Por exemplo, viagens para o Rio de Janeiro subiram 14%, e para São Paulo, o aumento foi de 17%, elevando a média corporativa em 16%.
Embora as companhias aéreas tenham conseguido repassar os custos no mercado corporativo, é preciso cautela ao aumentar os valores. Mader argumenta que é difícil prever que o cliente deixará de viajar apenas por causa do aumento, visto que o custo de manter o avião voando vazio é muito alto.
Ele observou poucas alterações nas rotas e assentos dentro do Brasil. Em contrapartida, rotas internacionais, como as que ligam a Ásia e os Emirados Árabes, regiões mais próximas do conflito, viram a demanda diminuir. A venda para o Japão, na CVC, caiu 25%, e a demanda para os Emirados Árabes recuou 80%.
A alternativa para os brasileiros parece estar voltada para a América e Europa. As vendas para o Chile cresceram 34% em março, e para Cancún, o aumento foi expressivo, atingindo 133%. Apesar dos desafios com pacotes e passagens, o consumidor não parou de viajar.
Mader conclui que o consumidor está, na verdade, reajustando suas escolhas para se adequar ao orçamento. Isso implica abrir mão de certos luxos, mas mantendo a viagem. Ele descreveu um cliente mais resiliente, que busca reduzir dias ou diminuir a qualidade do hotel, visando minimizar o impacto no ticket médio.
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