PGR Defende Eleição Direta para Governador-Tampão do Rio de Janeiro
A Procuradoria-Geral da República manifestou-se defendendo a realização de uma eleição direta para definir o governador-tampão do Rio de Janeiro. Este mandato, conforme defendido, teria validade até o dia 31 de dezembro.
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A declaração, formalizada pelo vice-procurador-geral eleitoral Alexandre Espinosa Bravo Barbosa, foi protocolada junto ao Supremo Tribunal Federal nesta terça-feira, dia 7.
Análise do Caso no Supremo Tribunal Federal
Atualmente, a Corte analisa uma ação movida pelo PSD. O processo contesta a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que havia determinado eleições indiretas para o Palácio Guanabara.
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Isso significa que, segundo a determinação do TSE, a escolha do governante ficaria a cargo da Assembleia Legislativa, e não do voto popular direto.
Desenrolar do Julgamento
Anteriormente, no final de março, a maioria dos ministros do STF havia endossado a ordem estabelecida pelo TSE. Contudo, o andamento do caso mudou.
Devido a um pedido de destaque feito pelo ministro Cristiano Zanin, o julgamento foi retirado do plenário virtual e remarcado para uma sessão presencial, marcada para esta quarta-feira, dia 8.
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Argumentos Jurídicos da PGR
A Procuradoria-Geral da República argumenta que a vacância do cargo de governador decorre de uma causa de natureza eleitoral, e não de uma simples renúncia formal.
O TSE havia determinado o afastamento do mandato de Cláudio Castro (PL) antes do julgamento. Segundo o Código Eleitoral, quando a vacância é eleitoral e ocorre há mais de seis meses do término do mandato, a exigência legal aponta para eleições diretas.
Desrespeito à Jurisprudência
O parecer da PGR reforça que a determinação de eleições indiretas pelo TSE desconsiderou um precedente importante. Trata-se da decisão do STF que validou a obrigatoriedade de pleitos diretos em situações de cassação de mandato.
Perspectivas Finais do Debate
Embora o placar do julgamento esteja zerado neste momento, a expectativa entre os observadores é que os ministros mantenham o posicionamento de seus votos anteriores.
A defesa da PGR busca, portanto, reafirmar o direito ao voto popular direto para preencher a vaga no governo do Rio de Janeiro.
