PGR pede inquérito no STF contra ministro do STJ por acusações sexuais graves. Saiba os detalhes do caso que envolve Marco Aurélio Gastaldi Buzzi.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se a favor da abertura de um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF). A investigação visa apurar a conduta do ministro Marco Aurélio Gastaldi Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
As acusações envolvem suspeitas de importunação sexual contra uma jovem de 18 anos e assédio sexual contra uma ex-assessora. A PGR considera que os depoimentos das vítimas e as provas já coletadas em processos administrativos são suficientes para iniciar uma investigação criminal.
Atualmente, Buzzi está sob um processo administrativo preliminar no STJ, que investiga as alegações de crimes sexuais contra as duas mulheres. As denúncias são sérias e envolvem diferentes contextos.
A primeira acusação surgiu de familiares de uma jovem de 18 anos, amigos de Buzzi. Segundo os relatos, a vítima estava de férias com os pais e a família do ministro em uma propriedade em Santa Catarina.
Após a denúncia inicial, uma ex-assessora também apresentou relatos de fatos semelhantes. Ela descreveu cinco episódios de assédio sexual e, adicionalmente, um caso de assédio moral durante o período em que trabalhou no gabinete.
A defesa do ministro nega veementemente todas as acusações feitas contra ele. Em 31 de março, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, enviou um parecer ao ministro Nunes Marques, relator no STF, recomendando a abertura do inquérito criminal.
Este parecer sugeriu o envio dos autos à autoridade policial para diligências sigilosas de 60 dias, com posterior retorno ao Ministério Público para nova análise. O caso segue tramitando sob sigilo.
O advogado Daniel Bialski, que representa a jovem e sua família, expressou esperança de que a investigação siga seu curso normal, garantindo que os fatos reportados sejam apurados para um futuro processo penal.
Por outro lado, a defesa de Buzzi manifestou discordância com a instauração do inquérito, alegando que há inúmeras contraprovas documentadas no procedimento preparatório. Eles argumentam que os depoimentos iniciais não podem desconsiderar o conjunto probatório que, segundo eles, demonstra a inexistência dos fatos.
Os ministros do STJ têm uma decisão marcada para o dia 14, quando decidirão em plenário sobre a abertura de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra o magistrado, e o parecer da PGR pode influenciar essa deliberação.
Tanto o STF quanto o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) também estão apurando os casos de assédio e importunação sexual. Em um cenário mais grave, Buzzi poderia enfrentar a aposentadoria compulsória pelo CNJ, com remuneração calculada pelo tempo de serviço.
Contudo, em 16 de março, Dino determinou que infrações graves devem resultar na perda do cargo, o que adiciona um peso significativo ao desenrolar dos fatos.
O caso permanece em um estado de alta tensão jurídica, com a PGR recomendando a investigação e a defesa contestando a abertura do inquérito. Os próximos passos dependerão das decisões do STJ e do desfecho das apurações no âmbito do CNJ.
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