Rede de Exploração Sexual Infantil Desmantelada em São Paulo
A Polícia Civil concluiu a terceira fase da operação “Apertem os Cintos” com a prisão de uma mulher no bairro Campo Belo, na zona sul de São Paulo. A ação visa desmantelar uma complexa rede de exploração sexual infantil, que envolveu recrutamento de indivíduos e o fornecimento de material ilícito de crianças.
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Até o momento, dez vítimas foram identificadas, nove menores de idade e uma adulta, indicando a gravidade do esquema.
Investigação em Andamento
A investigação, iniciada em outubro do ano passado, teve seu primeiro foco no Aeroporto de Congonhas, onde um homem foi preso. Ele é suspeito de pagar por abusos contra crianças e receber materiais das vítimas. A primeira fase revelou a participação de mães e avós, que recebiam dinheiro em troca de seus serviços.
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A segunda fase, realizada no Espírito Santo, resultou na prisão de outra mulher e na identificação de mais duas vítimas, incluindo uma criança de três anos.
Detalhes do Caso
A prisão desta sexta-feira eleva o número de detidos a seis, cinco mulheres e um homem. A investigação aponta para um esquema complexo, com o líder da rede, preso no Aeroporto de Congonhas, tendo contato direto com as vítimas, levando-as a motéis e abusando sexualmente de uma delas desde os oito anos.
A delegada Ivalda Aleixo detalhou que o criminoso também comprava medicamentos para a família, pagava aluguéis e até adquiriu um aparelho de TV.
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Métodos de Recrutamento
O criminoso utilizava diversas abordagens para conseguir acesso às meninas, incluindo contato direto com suas mães e avós, alegando um interesse específico em crianças. Ele oferecia pagamentos de R$ 30, R$ 50 e R$ 100 por fotos e vídeos das vítimas.
A polícia acredita que o suspeito utilizava a esposa, psicóloga, para facilitar o acesso às menores.
Prisão e Análise da Polícia
A prisão do homem no avião no Aeroporto de Congonhas foi considerada a maneira mais rápida de localizá-lo, devido à sua rotina como piloto e à dificuldade de encontrá-lo em sua residência em Guararema. A polícia analisa agora os objetos apreendidos e realiza interrogatórios para finalizar o inquérito.
A investigação continua em andamento, buscando identificar todos os envolvidos e garantir a justiça para as vítimas.
