Novo piso salarial de R$ 1.621 entra em vigor! Dieese critica: salário é insuficiente para famílias brasileiras. Saiba mais!
A partir desta quinta-feira, 1º de janeiro de 2026, um novo piso salarial de R$ 1.621 entrou em vigor, representando um aumento de R$ 103 em relação ao valor de R$ 1.518 que estava em vigência em 2025. Essa mudança será aplicada nas folhas de pagamento de fevereiro, impactando milhões de trabalhadores brasileiros.
Cálculo e Limites
O reajuste foi calculado considerando dois fatores principais: a inflação acumulada até novembro de 2025, medida pelo INPC, e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) nos últimos dois anos, com um teto de 2,5% estabelecido pelo arcabouço fiscal de 2023.
A inflação de 4,4% e o crescimento de 2,5% foram utilizados no cálculo, mesmo com o PIB de 2024 tendo atingido 3,4%.
Impacto e Críticas
O novo valor do piso salarial afeta cerca de 60 milhões de brasileiros, influenciando desde contratos de trabalho até aposentadorias, seguro-desemprego e programas assistenciais como o BPC. No entanto, o Dieese expressa preocupação: para garantir as despesas básicas de uma família de quatro pessoas, o salário precisaria estar na casa dos R$ 7.067,18 – um valor 4,4 vezes superior ao valor oficial.
O Dieese justifica seu cálculo considerando o que a Constituição define como essencial: alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene pessoal, transporte, lazer e previdência. O instituto ressalta que, entre 2019 e 2022, o piso salarial apenas acompanhou a inflação, sem garantir um ganho real, especialmente diante do aumento dos preços dos alimentos, que representam um dos maiores gastos das famílias.
Apesar das limitações, o Dieese estima que o piso salarial de R$ 1.518 (valor de 2025) injetou R$ 81,5 bilhões na economia e gerou R$ 43,9 bilhões em sobre-consumo, impulsionando o comércio. Contudo, o instituto enfatiza que o valor ainda é insuficiente para garantir uma vida digna para os trabalhadores.
Essa situação não é inédita. Em 2015, o Dieese já alertava sobre o descompasso entre o piso salarial e as necessidades básicas. Na época, o instituto apontava que o valor era o maior desde 1983, com um ganho acumulado de 76,54% desde 2002, e que seria necessário um salário de mais de R$ 1.500 para cobrir as necessidades de uma família – mais de cinco vezes o valor oficial.
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