Pontas de flecha chocam arqueólogos! Descoberta em Córdoba, Argentina, revela segredos de grupos pré-hispânicos. Estudo lança luz sobre vida social e técnicas de 1220 a 330 anos atrás
Uma análise de 117 pontas de flecha feitas com ossos de guanaco, encontradas nas Sierras de Córdoba, Argentina, está lançando novas luzes sobre a vida social e as habilidades técnicas de grupos humanos que viveram na região entre 1220 e 330 anos atrás.
O estudo, publicado em 12 de dezembro na revista International Journal of Osteoarchaeology, foi conduzido pelo arqueólogo Matías Medina, do Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Técnica da Argentina, o CONICET.
A pesquisa revelou padrões consistentes na forma como as pontas eram produzidas, sugerindo que as técnicas eram passadas de geração em geração dentro de famílias. Essas comunidades pré-hispânicas combinavam a caça, a coleta de alimentos e a agricultura, organizando-se em grupos móveis.
O principal material utilizado era o osso longo do guanaco, um animal selvagem da região dos Andes, que inicialmente era caçado para alimentação.
O processo de fabricação das pontas seguia um padrão, envolvendo etapas como corte, raspagem, entalhe, simetrização e polimento. O acabamento brilhante das pontas não apenas aumentava sua eficiência aerodinâmica, mas também indicava um alto nível de planejamento técnico.
A preferência pelo uso dos metápodos, ou ossos das patas dos guanacos, demonstrava um conhecimento profundo sobre as propriedades do material. Além disso, algumas pontas apresentavam decorações incisivas, como linhas e triângulos, que, segundo os pesquisadores, tinham uma função simbólica, atuando como marcadores de identidade coletiva em contextos de conflito.
A hipótese dos pesquisadores é que as armas foram utilizadas principalmente em confrontos entre grupos, e não apenas em atividades de caça. As “farpas” e os adornos estilísticos reforçam essa interpretação, funcionando como “assinaturas culturais” do fabricante.
O padrão observado nas pontas – com pequenas variações individuais, mas ampla coerência regional – aponta para uma produção descentralizada, sustentada por oficinas familiares. Essa estrutura organizacional permitia a continuidade técnica e o fortalecimento de repertórios simbólicos reconhecíveis entre diferentes grupos do Vale do Punilla.
A pesquisa também sugere comparar os achados com outras regiões da Argentina e do Chile, onde a escassez de pedra e o uso intensivo de recursos aquáticos levaram a soluções técnicas semelhantes. A sofisticação no uso do osso como material de trabalho reflete uma adaptação direta ao ambiente natural e às estratégias de sobrevivência.
Essas descobertas contribuem para preencher uma lacuna na arqueologia sul-americana sobre a tecnologia óssea, que tradicionalmente foi menos estudada que a lítica.
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