Porco Clonado Revoluciona Ciência: Transplantes no Brasil Chegam a 2026

Novo Porco Clonado Abre Caminho para Transplantes no Brasil
Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) celebraram um marco histórico no final de março: o nascimento do primeiro porco clonado no Brasil e em toda a América Latina. O feito, resultado de quase seis anos de pesquisa, foi alcançado em um laboratório do Instituto de Zootecnia da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios, localizado em Piracicaba (SP).
Essa conquista representa um avanço significativo no projeto que visa desenvolver suínos geneticamente adaptados para fornecer órgãos para transplantes em humanos, sem o risco de rejeição do sistema imunológico.
A iniciativa é liderada pelo Centro de Ciência para o Desenvolvimento em Xenotransplante (XenoBR), criado em 2022 com o apoio da FAPESP. O pesquisador Ernesto Goulart, do Instituto de Biociências da USP, destacou que a clonagem de suínos é um dos desafios mais complexos do projeto.
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Apesar da experiência brasileira na clonagem de bovinos e equinos, os porcos apresentam particularidades que tornam o processo mais difícil.
Clone Saudável e Avanço Genético
O clone nasceu saudável, com 1,7 kg, após uma gestação de quatro meses. Para tornar o xenotransplante viável, a equipe utilizou a tecnologia CRISPR/Cas9 para desativar três genes suínos que poderiam causar rejeição imunológica. Em seguida, inseriram sete genes humanos nas células dos animais, buscando aumentar a compatibilidade com receptores humanos, conforme informações divulgadas pela FAPESP.
Infraestrutura de Biossegurança
Os porcos clonados serão mantidos em laboratórios de grau clínico, inaugurados em 2024 na USP e em 2025 no Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). Essas instalações seguem rigorosos padrões de biossegurança, visando evitar a transmissão de patógenos.
A segurança é fundamental para o sucesso da pesquisa.
Impacto Estratégico para o SUS
O objetivo inicial é produzir órgãos como rim, córnea, coração e pele, que representam 94% da demanda do Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo Ernesto Goulart, dominar essa tecnologia é estratégico para o Brasil. Ele ressaltou que, se o xenotransplante se tornar realidade nos Estados Unidos ou na China e o Brasil não estiver preparado, o sistema nacional de transplantes ficaria vulnerável e dependente de importações.
A meta é que São Paulo se torne referência em xenotransplante na América Latina, beneficiando países vizinhos.
Estudos Clínicos e Perspectivas Futuras
Atualmente, estudos clínicos estão em andamento nos Estados Unidos e devem começar em breve na China. Os resultados desses estudos serão cruciais para determinar a viabilidade da técnica e a sobrevida dos órgãos transplantados.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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