Ex-presidente da Petrobras, atualmente na Índia, declara que o objetivo real do aumento de tarifas imposto pelo governo norte-americano é o Brics.
Jean Paul Prates, ex-senador e ex-presidente da Petrobras, declarou que o julgamento de Jair Bolsonaro (PL) no STF, utilizado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), constitui uma “super cortina de fumaça”. Na avaliação de Prates, o alvo real do tarifista norte-americano seria o BRICS.
Nenhuma potência do mundo na história perdeu espaço sem brigar, sem lutar e sem tentar exercer o poder, às vezes até de forma exagerada e desproporcional ao que normalmente vinha fazendo.
Do legado da Pax Americana, restou promover conflitos comerciais com os países e aguardar que eles reagissem da maneira que for mais conveniente.
É difícil acreditar que Trump não tenha conhecimento de que um presidente da República brasileira não pode interferir nos processos julgados pelo STF.
É análogo a imaginar que alguém do Brasil pedisse a ele, Trump, para interferir em um processo da Suprema Corte americana e dissesse: “olha, agora você tem de liberar ou acusar ou condenar alguém”. Essa é uma super cortina de fumaça, um pretexto para penalizar o Brasil. É um erro grosseiro, e ele sabe disso.
Quanto às recentes taxas adicionais de 25% dos EUA sobre os produtos da Índia por importar petróleo da Rússia, Prates afirmou que é mais simples para o Brasil do que para a Índia substituir a importação do petróleo russo.
O petróleo russo representa 70% do combustível utilizado na Índia, e o Brasil iniciou suas compras de diesel da Rússia somente em fevereiro de 2022, após a invasão da Ucrânia, período em que o país passou a adquirir petróleo a preços reduzidos devido às sanções comerciais.
Sob a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a Rússia se tornou o principal destino das vendas de diesel brasileiro. Contudo, Prates declarou que existe oferta suficiente no mercado para que o Brasil substitua o petróleo russo, se necessário.
A punição imposta pelos Estados Unidos à Índia gerou discussões sobre a chance de uma situação semelhante se repetir no Brasil, onde o país aumentou significativamente suas importações da Rússia a partir do início do conflito entre a Ucrânia e a Rússia.
Diante da política comercial americana, que ele classifica como “suicida”, Prates afirmou que o encontro de empresários brasileiros com autoridades governamentais indianas visa a uma convergência de interesses entre os dois países.
“Agora, precisamos disso. Não é mais uma questão de abrir novos mercados, de fazer novos negócios, é uma questão de necessidade, já que nós estamos no mesmo bloco. Já que estamos fazendo tanto sucesso, que estamos incomodando a potência mundial, vamos então consolidar esse processo com a China, a África do Sul e com os novos membros do Brics”.
Fonte por: Poder 360
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