Psilocibina revoluciona combate ao tabagismo! Estudo revela aumento de 6x nas chances de parar de fumar com terapia inovadora. Johns Hopkins testa composto promissor
Um composto natural, encontrado em certas plantas, pode representar uma ferramenta significativamente mais eficaz para ajudar fumantes a abandonar o cigarro do que os tratamentos tradicionais. Um estudo recente, publicado na revista científica JAMA Network Open, revelou que a psilocibina, quando combinada com terapia cognitivo-comportamental, aumenta em até seis vezes as chances de parar de fumar em comparação com o uso de adesivos de nicotina.
A psilocibina é um composto psicodélico presente em espécies como o amanita muscaria e o toadstool. Nos últimos anos, tem sido objeto de investigação como possível tratamento para diversas dependências, incluindo o uso de álcool e, crucialmente, o tabagismo.
Pesquisadores da Universidade Johns Hopkins conduziram um estudo inovador, com resultados promissores.
O estudo envolveu 82 fumantes adultos, com idades variando de 21 a 80 anos, todos com o hábito diário de fumar e que já haviam tentado parar de fumar diversas vezes – em média, seis tentativas anteriores. Os participantes foram divididos em dois grupos distintos.
Ambos receberam 13 semanas de terapia cognitivo-comportamental (TCC), um método terapêutico que visa identificar os gatilhos do cigarro, desenvolver estratégias de controle e promover hábitos saudáveis para abandonar o vício.
A principal diferença entre os grupos residia no tratamento adicional. Um grupo recebeu uma dose única de psilocibina (30 mg para cada 70 kg de peso corporal), administrada sob supervisão médica, enquanto o outro grupo utilizou adesivos de nicotina por 8 a 10 semanas, um tratamento já aprovado pela FDA, a agência reguladora dos Estados Unidos.
Após seis meses de acompanhamento, os resultados foram notáveis. No grupo que utilizou psilocibina, 40% dos participantes conseguiram parar de fumar e permanecer sem cigarro por seis meses. Em contraste, apenas 10% do grupo que utilizou adesivos de nicotina alcançou esse resultado.
A diferença foi ainda mais evidente em uma medida adicional: 52% do grupo da psilocibina estavam sem fumar na semana anterior à avaliação de seis meses, contra 25% no grupo do adesivo de nicotina.
Segundo especialistas, a nicotina exerce um forte efeito no cérebro, sequestrando o circuito de recompensa e aprendizado. Isso significa que o cérebro se torna extremamente dependente da nicotina para obter a próxima dose, tornando o processo de abandono do tabagismo particularmente desafiador.
Embora o estudo apresente resultados promissores, é importante ressaltar que a psilocibina ainda não é um tratamento aprovado para parar de fumar. O uso da substância deve ser realizado em ambientes clínicos controlados, com acompanhamento profissional e com a devida consideração dos riscos associados.
A pesquisa continua a avançar, buscando novas ferramentas para auxiliar aqueles que desejam se libertar do vício em tabaco.
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