Raízen, Gerdau e Embraer: Tarifas Americanas Desestabilizam Mercado Brasileiro em 2026

Tarifas Americanas e o Mercado Brasileiro: Análise de Especialistas em 2026
A proposta dos Estados Unidos de impor uma tarifa adicional de 25% sobre alguns produtos brasileiros ainda não gerou uma reação tão intensa quanto se esperava nos mercados. No entanto, analistas de diversas instituições, incluindo a EXAME, estão revisando seus investimentos, focando em quais empresas podem ser mais afetadas por essa medida.
A situação é complexa e envolve diferentes setores da economia nacional.
Empresas em Destaque: Raízen e Gerdau
Duas empresas se destacam nessa análise: a Raízen e a Gerdau. A Raízen, principal foco de atenção, enfrenta preocupações devido à possível exposição ao setor de biocombustíveis. A ausência explícita desses produtos na lista de isenções da tarifa americana pode aumentar a incerteza sobre as exportações do setor, gerando instabilidade para investidores.
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O especialista em renda variável da Manchester Investimentos, Rubens Cittadin Neto, avalia que o impacto inicial pode ser maior para empresas ligadas a esse ciclo, como a Raízen.
Gerdau: Uma Perspectiva Diferente
Em contraste, a Gerdau apresenta uma situação mais favorável. Apesar de tradicionalmente sensível a disputas comerciais, a empresa possui uma operação relevante nos Estados Unidos, o que reduz sua dependência das exportações brasileiras. Analistas acreditam que empresas com presença industrial nos EUA conseguem absorver melhor os efeitos de barreiras comerciais, especialmente quando comparadas a exportadores mais concentrados.
A exclusão de aeronaves e peças aeronáuticas da proposta tarifária também protege a Embraer, um fator importante para o mercado.
Impacto Econômico e Cenário Financeiro
Embora o impacto direto da tarifa seja considerado limitado, especialistas alertam que qualquer aumento da percepção de risco pode dificultar o trabalho do Banco Central, que já enfrenta desafios com a inflação. Marcus Novais, sócio-fundador da Private Investimentos, destaca que o vetor mais relevante é doméstico e inflacionário, com os efeitos da alta do petróleo restringindo o espaço para cortes da Selic.
Além disso, a situação se soma a outros fatores que pressionam os juros futuros, influenciando a curva de juros e o mercado de câmbio.
Oportunidades em Juros e Ações
Diante desse cenário, analistas identificam oportunidades em ações negociadas com desconto e em títulos de renda fixa com taxas elevadas. Novais sugere títulos atrelados à inflação e de alta qualidade como alternativas atrativas em um ambiente de juros reais elevados.
Saravalle, estrategista-chefe da Krivo Capital, aponta para empresas sendo negociadas a múltiplos baixos, com dividendos projetados de 8%, 9% ou 10%, indicando um momento favorável para investimentos.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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